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terça-feira, 2 de agosto de 2016

De Cold Cape ao Baixo Gávea - Uma Epopéia com vistas para N. York!

De Cold Cape 
ao Baixo Gávea
(Uma Epopéia com vistas para N. York)    


1- Do Baixo Gávea, as vistas para N. York.


Ele já vivera em varias cidades do Brasil. Depois na Colômbia, em Lisboa, Barcelona, na Noruega. Conhecia as "Europas" e todas as Américas. E o futuro? 
A reunião foi no Shopping da Gávea. Boas perspectivas. Quem sabe, um dia, negócios expandidos para N. York e oportunidades de trabalho? Afinal, família é família... Do lado de fora, eu esperava, caminhando a passos pausados de lesma entre os transeuntes apressados. Passava de tudo por ali. Um sujeito no telefone dizia lamuriento:
- Imagina você... Ela sabia que eu ia viajar... Esperou eu viajar, e então me apronta uma dessas?
Uma senhora bem idosa mas bem conservada segura pela mão por uma outra vestida de branco, dirigiam-se para o interior do Shopping. A mais idosa dizia:
- Mas vou comer só um... Um só não faz mal, e você não vai contar pra ninguém...


Atravessei a rua e fui olhar uma vitrine numa sapataria. Tênis em promoção a 99,99, boas marcas. Infelizmente não precisava de tênis no momento. Depois me arrependi porque nunca se sabe quando os nossos velhos vão arrebentar, nem se as companhias que os fabricam vão fechar por falência. O mercado anda irritado, deprimido. Quando meu filho acabou a entrevista com o primo, saímos em direção ao bar. Filhos são avezinhas que preparamos para voar. E voam de verdade... Nossa! E como voam! Vi muita gente passeando, mas poucos comprando, lojas vazias. Os shoppings estão se transformando em "pontos de encontro". Vamos ver muitas lojas fechando... O PT não deixa saudades nem saudações. Saudade era quando, depois de afastado do Rio a trabalho por muitos meses ou anos a fio, fora do Estado, ou do Brasil, voltava a passar em frente da ilha de Vilegaignon (ilha fiscal) como se passasse em frente da Estátua da Liberdade de volta para casa depois de uma guerra no estrangeiro, nem que o estrangeiro fosse logo ali, cruzando a fronteira do Município: A segurança de estar na Pátria embora a Pátria apenas me desse trabalho e segurança. O resto eu pagava de acordo com as minhas posses! "Como se", porque não é assim, mas Pátria ama-se mesmo assim, e luta-se para que seja assim, naturalmente, sem as aspas da propaganda enganosa partidária, principalmente do PT...(tive que reforçar o "assim", porque me incomoda o "assim" como estamos)... 

Meu filho pediu uma cerveja importada de outro município, de 12 reais a garrafa. Um casal arrumava três tampos de mesas com desenhos de recortes de material plástico colado com cola de sapateiro, a que "dá um barato". Na mesa ao lado um casal comentava sobre o trabalho nas mesas e o cheiro da cola. Foi assim que começamos a conversar. Saímos do bar com a certeza que não se fazem amigos por la, mas que se conhecem pessoas muito interessantes. Por exemplo, conhecemos mais dois portugueses, um com 86 anos que sofria de gota, e outro de 70 (o do casal) ela é brasileira que tal como eu, morrem de amores pela terrinha, ainda e sempre, mas que estamos ilhados: Pra lá não voltamos mais e daqui não saímos mais, a não ser a passeio, e olhe lá...

Somos como pipocas implosivas... Um dia iremos ao mesmo bar e teremos a noticia de que um se foi... Um dia meu filho irá ao mesmo bar, e não verá mais nenhum... Meu filho ainda vai pra N. York, ou pra Escandinávia, ou não sei! A rua Aperana, no Bairro da Gávea ainda, embora muita gente pense que fica no do Leblon, foi o lugar de minha vida onde mais me dediquei a minha família. Lindo, seguro, rico, embora cheio de "senão", aquele não era o meu lugar! Deitei tarde, dormi rapidamente, e sai de volta para a muy nobre cidade de Nichteroy, para visitar uma certa princesa e sua filha princesinha, que é minha neta.  

2- A volta para a muy nobre cidade de Nichteroy saindo da do Rio de Janeiro.




Tudo vai caindo no esquecimento porque nosso computador pessoal localizado no cérebro vai ficando mais exigente a cada ano que nos passa: Ele nos joga fora o que não queremos ou não precisamos, ou não temos interesse em guardar na memória, e com isso vamos ficando mais “transparentes”: Mas os “outros” percebem nossas “falhas” de memória como psicólogos que percebem nossos atos falhos, e vamos ter que ser muito mais inteligentes que eles para nos explicarmos, se insistirmos em querer ter razão.
Pelo contrário, parece-me que não esqueço quase nada… Tenho minha mente entupida por pensamentos do passado, do presente, e por livros de história e física, de tempos em que eu nem existia ainda, e de livros de ficção científica e também de física, de um tempo que ainda há-de vir…


Senti-me um sortudo tendo saído incólume do Rio de Janeiro. Lembrei-me da velha ilha da Marinha, onde D. Pedro II deu um famoso e último baile, e de um futuro que se vê entre 51 tons de cinza, sendo um deles negro… E eu ainda teria que ir para Cold Cape. Comi uns bons sushis e sashimis com minha filha, curti minha neta, lavei e encerei o carro de minha filha junto com ela, assisti a uns bons filmes na Netflix e uma serie sobre a origem matemática do Cosmos (The Code)e assestei minhas baterias para voltar a Cape Code... Mais uma etapa para resolver minha nova fase de vida. Não fumo há três meses exatos, não quero voltar a fumar e mais importante que tudo, não preciso fumar. Não vou esquecer aquela balsa verde com caçamba que deveria estar fazendo a limpeza da Baia de Guanabara, vindo atracar ao lado das barcas, no cais, para apanhar pai e filho (ou filha) de colo, fazendo transporte de pessoal no sentido Rio- Niterói


3- A volta para a muy abalada cidade de Cold Cape, saindo das terras espraiadas do Ararigbóia... 



A 1001 resolveu mandar um ônibus de hora e meia em hora e meia para levar os idosos com direito a passagens grátis, de Niterói a Araruama. O Ônibus é empoeirado e leva passageiros em pé. Idosos viajando em pé, em caso de acidente é morte certa... A viagem demorou das 10:30 até as 16:30 agravado pela passagem da tocha... Isso é um caso tipico de descriminação contra os idosos... Nem vou dizer mais nada. Isso revolta. Alguem deve estar levando bola para "fazer vista grossa" e fingir que não sabe.



Quanto a desfiles de tochas... O município do Rio de Janeiro deve levar uns 40 anos para pagar a divida das Olimpíadas... Um rombo impressionante.

® Rui Rodrigues

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