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sexta-feira, 4 de junho de 2021

Sinto muito... De verdade...

 Sinto muito... De verdade...

(ler ao som da enamorada Dóris Day fica melhor, acreditem)
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Sinto muito... De verdade... Porque tive algo, até meus 12 anos de idade, que hoje a juventude não tem... Ainda se faziam expedições a África e mundo afora, porque havia espécies ainda não descobertas, acreditava-se que existiam ilhas com tesouros enterrados, que havia uma civilização no centro da Terra, que o amor era forte e mantinha casais unidos para a vida toda, e desde 1917 que era possível uma nação viver como se todos fossem iguais... Podia dar-se uma volta ao mundo em 80 dias de balão. Era um mundo lento sem 5G. E o capitão Nemo ? Rita Hayworth cantava, era atriz, dançava de verdade sem precisar rebolar, faz parecer Anitta uma "acompanhante cortesã" cheia de líquidos estranhos que lhe dão forma artificial... Uma humanóide da ribalta.




Música com Glenn Miller, Doris Day, fox trotte, os filmes com John Wayne, afinal o Eixo do mal que adorava Mussolini e Hitler fora derrotado pelos aliados, ainda hoje agradeço a Eisenhower e ao plano Marshall, a todos os americanos e a Churchill...
Liam-se revistas em quadrinhos andava-se de bonde, paquerava-se na rua, homens e mulheres, cada um de seu jeito... Sonhava-se dormindo e acordados com um mundo onde sabíamos que haveria um lugar para nós...
Não vou falar sobre os dias que depois vieram, a música se transformou em palavras de revolta, a arte desapareceu das telas e encheu as paredes de muros e de prédios, a "venda" do sr. Manuel se transformou numa loja de shopping muito cara, o cinema comunitário invadiu os lares com repórteres politiqueiros fazendo plim-plim dentro de caixas falantes com imagens coloridas, gente falando como se fossem padres, pastores, donos de empresas beneficentes....
Mas ninguém dá esmola... Quando dá pede troco...
Nada mais há para descobrir neste planeta. Tudo está desvendado, só nos enganam se quisermos ser enganados....
D´us sabe que estou com toda a razão... E continuo lendo Tin-Tin do Hergé. Me desculpem se alguma lágrima respingar na tela de vocês...
Rui Rodrigues

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