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terça-feira, 19 de março de 2013

Os sete trabalhos de Francisco – Uma terrível dor de cabeça!



Os sete trabalhos de Francisco – Uma terrível dor de cabeça!
                                         Sua santidade o Papa Francisco
Quem tem consciência dos grandes problemas da Igreja Católica, pode avaliar o grave momento que esta igreja atravessa. O maior de todos é o da fé, do crédito que seus fiéis podem ter nela. Nos últimos anos a ajuda aos pobres tornou-se irrelevante face à sua importância e aos valores nela investidos. Esta igreja não vem sendo atacada. Está se desfazendo aos poucos: O numero de fiéis diminui, a vocação sacerdotal está sendo posta em causa face à quantidade de pedófilos em suas fileiras, o Banco do Vaticano tem problemas de lisura e está vetado de transacionar com os demais Bancos europeus, a igreja já não se pode envolver na política das nações, e finalmente, mas não os últimos problemas, o mundo evoluiu de forma a aceitar as mulheres como iguais dos homens, assim como as tendências sexuais de cada ser e a longevidade e a saúde humana dependem agora dos progressos da ciência em lidar com células tronco.  
A Igreja vem destoando de tudo isto, perdendo credibilidade, fiéis, dinheiro de esmolas e contribuições, fechada em si mesma, vivendo no paraíso e esquecendo o mundo. O Papa Francisco, recém eleito, desde o primeiro momento vem dando mostras de querer mudar este panorama. Bom sinal, antes que ser “católico” passe a ser um termo pejorativo no panorama internacional deste mundo. Os problemas que Francisco irá enfrentar podem ser resumidos nos seguintes:

  1. Aumentar o número de fiéis
 papisa Joana ou Papa João VIII
Fé é a grande mola que move os fiéis para os templos onde depositam as suas contribuições para a manutenção da Igreja que lhes deve devolver em fé com relativamente grande grau de “certeza” de serem recompensados. Em todas as religiões é assim. Na verdade, à luz da mente humana analisada por Sigmund Freud, é uma troca comercial: Dádivas em troca de fé e uma recomendação para os paraísos do céu, embora ninguém tenha a mínima ideia de como será esse paraíso. Cada religião tem a sua forma de tratar e entender este assunto, e não se podem jogar dados para determinar qual delas estará mais perto da verdade. No entanto, cada uma atrai seus fiéis pela idiossincrasia popular. Pregar xintoísmo no ocidente é muito difícil e pregar cristianismo na China é tanto ou mais.
Num mundo cada vez mais instruído a fé vem sendo substituída pela certeza de que se ficará cada vez mais perto do paraíso terreno se tivermos melhores condições de saúde, mais alimentos disponíveis, controlarmos melhor os fenômenos da natureza, tivermos cada vez melhor grau de instrução. Ninguém quer morrer para ir logo para o Paraíso dos céus. Em decorrência, a falta de “informação” sobre o céu, e sobre o que Deus realmente quer de nós, faz gerar a diversidade de interpretações. Em nome da fé ou do bem estar dos sacerdotes, ou remuneração por seu trabalho em nome de Deus, Francisco tem um grande problema: A fé diminui na medida do nível de instrução popular, e o ocidente se instrui mais e mais a cada dia que passa. A Net muda o perfil psicológico das populações. A ignorância reduz seus redutos.
O mundo crê cada vez menos no ilógico, que sofre de credibilidade. O grande temor da Igreja Católica no passado, tentando reduzir o conhecimento, tolhê-lo e enclausurá-lo, fez-se realidade. O conhecimento destrói mitos. A Igreja católica vive de mitos.
Precisa mudar, tornar-se mais lógica e moderna, ou perecer.
  
  1. A vocação sacerdotal e a pedofilia
 Vinde a mim as criancinhas tinha outro significado
O problema que a Igreja Católica vem enfrentando neste campo do comportamento humano se deve principalmente à castidade como demonstração de sua fidelidade ao comportamento de Cristo, mas tem raízes ainda mais profundas nas “necessidades” da igreja. Gays são mais “dóceis”, não casavam, estavam mais predispostos à “dedicação” sacerdotal. A testosterona, coisa que a Igreja não conhecia quando foi fundada, leva à violência, ao machismo, à ambição. Mas gays mantêm relações sexuais, sim, mas não “convencionais”. Querendo fazer sexo, mas estando impossibilitados pelas convenções eclesiásticas, de alguma forma esse problema afloraria. As crianças não conhecem o mundo e têm medo de quase tudo. A pressão sobre elas é enorme, e nas aldeias européias e do mundo católico, muitos padres já foram expulsos de suas paróquias, ficando estes assuntos mornos, latentes, entre paredes. Isto está acabando depois de tantos escândalos. Agora a população fala, denuncia. A Igreja terá que rever o meio onde irá buscar seus futuros sacerdotes, ou seguir Jesus que nunca disse que não mantinha relações sexuais. Pelo contrário, está patente nos evangelhos apócrifos e até nos da Bíblia que a festa do casamento, quando Jesus multiplicou o vinho, era a festa de seu próprio casamento, quando também pelas leis judaicas, deixou de chamar sua mãe Maria  como mãe e passou a chamá-la de mulher. Pelas leis judaicas a mãe perdia o filho para a nora. O filho tinha agora uma nova família.
Constantino, o imperador romano, convocou um Concílio para definir que livros iriam compor a Bíblia a exemplo da Tora, e o que neles deveria constar. Francisco pode fazer o mesmo. Uma revisão para tornar o Segundo Testamento mais verdadeiro e não provocar confusões. Para Felipe, Jesus nem ressuscitou, e nenhum deles afirma que Maria era Virgem. Ser virgem, na religião judaica da tribo de Levi, a que gera sacerdotes significava que a esposa era virgem de filho homem enquanto não tivesse um, e que o prazo máximo para ter umfilho varão era de dois anos. 
Conhecemos as histórias dos Papas do passado, e não podemos acreditar num Deus que se deixa levar por alguns Papas levianos, outros assassinos, outros ainda corruptos. Basta ler a história da própria Igreja. E da mesma forma, o sacerdote pedófilo não deveria ministrar hóstias, nem ouvir confissões para as perdoar em nome de Deus. Mas como sabermos quem são os pedófilos sem serem denunciados? Isso prova que o perdão não depende de quem o dá. Podemos pedir perdão a Deus e sermos ouvidos sem a interferência papal ou de sacerdotes.    

  1. A igualdade dos sexos
 Igualdade dos sexos, uma realidade desde o Gênesis
Já no Gênesis há uma clara diferenciação dos gêneros. A mulher teria sido feita a partir do homem, mas essa regra, a ser de Deus, caducou de imediato: São as mulheres que geram e não o homem, e geram tanto homens como mulheres. E como se não fosse suficiente para ficar bem clara a supremacia do homem, nos livros sagrados, a mulher é castigada em especial ficando submissa ao homem. Não... A mulher já não fica submissa ao homem. Ou os livros estão equivocados por força do equivoco de quem os redigiu segundo o conhecimento que tinham na época – e não por inspiração divina – ou faltou que dissessem algo: Que foi dado ao homem e á mulher o poder de mudar as coisas deste mundo, por serem também, e todos, filhos de Deus. Ao que parece, esta propriedade humana foi escamoteada dos filhos de Deus e atribuída aos Papas. Papas são falíveis como qualquer ser humano.
Qual o seria o sexo de Deus, se Deus não foi gerado nem gera descendência?
A igualdade social e moral dos sexos foi uma catástrofe para a Igreja Católica, que sempre descriminou as mulheres, alijando-as do sacerdócio. Servem para freiras e para limpar e arrumar as sacristias, assim como, para redimir os seus “pecados”, deixarem as gordas verbas disponíveis para a Igreja no leito de morte. Servem também para serem “santas” e lhes fazerem estátuas como compensação pelos atos discriminatórios.  As mulheres sabem disso. Não estão satisfeitas com isto. Conquistar-lhes a fé parece ser cada vez mais difícil. Deve conquistar-lhes a confiança. Mas para isso tem que mudar. O mundo não muda. O mundo segue o seu caminho. Quer puder que acompanhe... Somos humanos. Que todos sejam tratados como iguais. Se os dogmas, preceitos e conceitos não puderem ser mudados pela Igreja, ela continuará a perder fiéis.
  1. A ciência, a política e a Igreja.
 A Inquisição tortura mulheres por bruxaria
A ciência e a política evoluem segundo as características de nossa constituição animal, seguindo as leis que foram atribuídas a este universo. São leis de Deus. Não exatamente o Deus da Igreja Católica, mas do Deus Único que não conhecemos, nunca ninguém viu, o construtor deste e de outros universos. Ele é a verdade. Suas leis regem nossas vidas. Deus age a cada instante em seu Reino, não de forma direta, mas através de suas leis aqui impressas, e de nosso livre arbítrio. Evoluímos tanto que estamos, para bem ou para mal, alterando o mundo. A Igreja Católica tem-se atido a conceitos antigos que foram gerados numa humanidade ignorante de onde realmente estava, como funciona este planeta, e nem sabiam ainda o que é um planeta. Jesus Cristo não sabia o que era o DNA... Não sabia que se poderia construir veículos e muito menos um papamóvel... Não sabia que se podiam fazer cesarianas, nem que se podia evitar o nascimento de filhos usando preservativos. Jesus Cristo achava que os demônios podiam ser expulsos do espírito dos doentes, sem saber que se tratava de histerismo ou demência, coisa que só depois de Sigmund Freud se pôde tratar com conversas de especialistas e meia dúzia de pírulas. Nem imaginava que um dia todos os seres humanos pudessem conversar ao mesmo tempo e trocar idéias através de uma rede social “mágica”, vendo-se uns aos outros em fotos. E muito menos que se pudesse “fotografar” alguém. Precisaria de algo mais para ser Deus. Assaz bastante.
Jesus Cristo foi um excelente ser humano, certamente dos raros e únicos a seu nível, que já passaram por este mundo.
Neste estado de mundo, de comunicações instantâneas, o que a Igreja pode esconder? Praticamente nada. Sabemos todos quando os sacerdotes e dirigentes se omitem em suas práticas, quando falam demais, quando se metem onde não deveriam meter-se e quando não interferem quando deveriam interferir. Tudo isto compõe os cristais com que se constrói o templo da credibilidade numa igreja. No passado, eram os religiosos que nos julgavam. O tempo mudou e hoje somos nós, os fiéis, quem julgamos a igreja e os religiosos.
Francisco terá muito trabalho para se adaptar a esta evolução da humanidade, e principalmente a uma igreja que tem de passar de dirigente da moral e da fé, a ser dirigida pela moral e pela fé. Nestes quesitos, a Igreja Apostólica Romana já errou muito. Há muito que refazer. Talvez a primeira delas seja ajudar a refazer os muros do templo de Salomão. Era a casa de Deus, do Pai de Jesus. Jesus sempre honrou o Pai. Porque não continuarmos a honrar o Pai?   
O povo muçulmano foi atacado injustamente no passado para “libertar” a Terra Santa. Morreram milhões de seres humanos nessa luta fratricida, porque Deus, o Pai, é exatamente o mesmo, e quem é Alah, senão D’Us. Deus? Talvez seja a hora de reparar os danos e melhorar a moral e a ética deste mundo. É este mundo que tem que ser cuidado, para que possa atingir o outro, o do além, o do paraíso. Esperamos notícias do paraíso de lá enquanto aguardamos alguém que possa transformar este planeta num paraíso.

  1. A Igreja e os ensinamentos de Jesus
Pregação de Jesus na Montanha 
No seio da Igreja católica, retirou-se a devoção ao Deus de Jesus e adora-se o filho como se fossem uma e a mesma entidade. Jesus nunca disse isso. Na cruz, moribundo, perguntou-se porque o Pai o havia abandonado. O Pai não o abandonou. Foi Constantino que fundou a Igreja Católica Romana. Um romano que queria facilitar o seu governo através de uma religião única, uma mais forte e que estava tomando conta de seu Império: A do cristianismo primitivo. Fundou-a. Não foi Pedro. Pedro, Paulo e os apóstolos eram líderes de grupos que ofereciam mais do que os deuses romanos: O paraíso nos céus. A fé comprou a religião romana. Os deuses romanos não ofereciam nada disso. Nem as demais religiões. O que Jesus esperava era a vitória final da Ordem sobre o Caos, uma mudança radical na desordem do mundo. Era o Messias. Continuamos por aqui na esperança de que um dia a Ordem se imponha ao Caos na política, no comércio, no comportamento humano. Nas religiões modernas esse é o caminho. Ninguém chegará ao Pai se não trilhar esse caminho: O da prevalência das sociedades sobre as decisões unilaterais dos governos que oprimem mesmo dando shows grátis em praças públicas, enganando a seu modo, compensando sem compensar nada, a não ser propiciando alegrias momentâneas e fúteis.
O que pregava Jesus que visitava as sinagogas e nelas pregava, mas evitava ir ao Templo de seu Pai? O que pregava Jesus cujo templo por tantas vezes foi a paisagem pura da montanha, como no seu sermão, falando para as multidões sobre o advento do novo Reino, vestindo simples sandálias e uma túnica usada, limpa e simples? Um doce para quem descobrir qual o nome do Banco de Jesus onde depositava as suas moedas. Não se pode, sem perda de credibilidade, tentar vender um lugar no céu, em troca de confissões, moedas, notas, heranças, e transações bancárias, andando de papamóvel, tendo uma guarda suiçã para garantir a segurança, morando em palácio. A impressão que se tem é que a Igreja Católica aprendeu mais sobre o materialismo selvagem do que dos ensinamentos de Cristo. Da mesma forma os apóstolos fugiram dele e se esconderam no anonimato. Os apóstolos não eram Jesus, não o entendiam, como consta nos livros, e cooperaram para fundar uma nova igreja, porque os adeptos largavam tudo o que tinham para ir para o céu e assim enriqueeram. Morreram num inferno caótico de vida, e não temos notícias deles. Perderam o que tinham nesta vida, para não se sabe o quê.
São poucos e cada vez menos os que largam tudo para seguir ricos senhores que abrem Bancos para gerir as riquezas de Deus. Francisco tem que se perguntar o que Deus fará com tanto dinheiro, tantas obras de arte, tantas propriedades espalhadas pelo mundo, um mundo onde floresce a pobreza: Benemerência ou espalhafatosos aparatos de riqueza, que chegam a parecer ridículos para quem lê e entende o segundo testamento?

  1. O Banco do Vaticano
 Banco do Vaticano e lavagem de dinheiro
Banco gere dinheiro e gera dinheiro. É algo muito terreno. Para quem já disse no passado: larguem tudo e sigam-me, não faz o mínimo sentido. Há que haver coerência no largar tudo e seguir Jesus. O que o Banco do Vaticano faz hoje, poderia fazê-lo abrindo contas em Bancos locais onde houver paróquias e uma conta central. Mas entende-se que possa haver segredos de Estado. Segredos. Jesus tinha Judas como tesoureiro e nenhum banco. Sinal que ele e os apóstolos viviam de parcas moedas. É esta igreja, a dos pobres, mas com moral e ética, que faz falta neste mundo. Uma verdadeira Igreja de Jesus, que use as doações para distribuir pelos necessitados, porque sempre sobrará para se alimentarem e vestirem. O Banco do Vaticano é a negação das prédicas de Jesus, de suas parábolas, de sua vida.
Lutero já falou sobre isso, mas os seus seguidores também não o entenderam. Sócios nos negócios ou nas idéias são sempre uma dor de cabeça.  As transações bancárias, a cobrança dos juros, a aplicação de verbas, a sobrevivência no mercado, o uso de métodos escusos no mundo dos negócios, não podem estar de acordo com o daí a Deus o que é de Deus e a César o que é de César. Uma igreja rica pode servir aos ricos se for admiradora de Robin Wood e distribuir pelos pobres. O Vaticano acumula riquezas e dá migalhas aos necessitados.
Francisco tem uma enorme dor de cabeça!
Há sócios no Banco do Vaticano. Talvez a primeira coisa a fazer seja verificar o enriquecimento dos Bispos, Arcebispos, Cardeais, chafurdar nas emissões de seus cheques, saber o que e quem foi beneficiado, seus padrões de vida, seus gastos, seus salários. Então se terá a medida de sua fé.
Terão todas as parábolas de Jesus sido jogadas sobre as pedras e não germinaram?

  1. O mundo moderno
Muitos pobres e poucos ricos como no tempo de Jesus 
Jesus dizia que o fim estava próximo. Não estava. Ou melhor, estava e não estava. O fim do Império Romano estava próximo, sim. O fim de Israel como país independente também, mas a Ordem não substituiu o Caos. O Reino de Deus não chegou, e já se passaram mais de dois mil anos. O Caos, sob uma capa de aparente ordem continua imperando num mundo desordenado. Há mais pobres e miseráveis do que no tempo de Jesus, talvez mesmo na proporcionalidade entre ricos e pobres. A fé e as preces, mesmo em uníssono pelas multidões ao redor do mundo não mudam este estado de coisas. É preciso algo que efetivamente mude tudo o que deve ser mudado. A grande operadora desse milagre será a própria humanidade. Efetivamente Deus não se imiscui em nossas vidas. Ou temos mérito ou não temos mérito próprio. Se o mérito não fosse importante, Deus vinha à Terra e nos impunha a Ordem que Jesus não conseguiu impor. É a Igreja que deve apoiar a humanidade e não esta à Igreja.
Se a Igreja Católica seguir a humanidade, estará ligada com o povo de Deus. Se remar em contrário, jazerá no pó.
Em verdade, em verdade vos digo, que tudo o que a humanidade ligar na Terra será ligado nos céus e tudo o que desligar na Terra será desligado nos céus.

Rui Rodrigues  

terça-feira, 12 de março de 2013

Geo-Papalítica (está na moda)





Geo-Papalítica 
(geopolítica está na moda)
Sob o ponto de vista do Vaticano

Prestenção aos Cardeais inelegíveis:

- 1 Argentinos - Os fiéis brasileiros iriam até trocar de religião... Papa pode ser de qualquer país menos da Argentina... E além disso, a Cristina mantém controle sobre todo o centavo que sai e entra nesse País... Nem pensar...

-2 Da mesma forma, mas não pelo mesmo motivo, são inelegíveis Cardeais judeus, muçulmanos, Japão, Sri-Lanka, Vietnam, Russia, China, Mali, Nepal, Índia, Irã, Iraque e um etecetera que não acaba mais (entenderam, né?)

3- Negro - Pode ser que com as "mudanças" no futuro, mas agora ainda não. O Vaticano acha que ainda não está preparado para isso no momento. Pelo modo como faz mudanças... Ainda vai demorar.... E bastante... 

4- Países encrencados com os Bancos - Nem o cardeal italiano se salva...Nem grego, nem português, nem espanhol, nem francês, nem irlandês e nem Inglês porque a Inglaterra nem entrou para o clube do euro... Ah!... E pelo mesmo motivo, Noruega, Suiça .... 

5- Alemão - já tiveram a decepção de ver que um alemão pediu demissão e teve problemas com o Banco do Vaticano ... Se mesmo assim, com a Angela Merkel com os euros todos no baú, deu problemas deste tipo, escolher outro alemão seria chover no molhado... Nem pensar... 

OOOOOpsssss (será que nenhum se elege ????)

5- Do Caribe --- Estais brincando ???? Colômbia com o problema de drogas, Venezuela com mortos vivos que não aparecem de demoram a morrer, jamaica "no problem" ... Inimaginável... Não... Daqui não sai papa

6- EUA e Canadá - Quando a Inquisição andava mandando todo mundo para a fogueira, a turma da Inglaterra com um pouco de miolos, fugiu para o Canadá e os EUA... Lá, a maioria é Protestante e ainda protestam pra caramba... Difícil fazer mais fiéis por lá ... Estão fora... 

7 - México - Poderia ser... Mas nem os outros cardeais o conhecem muito bem... Além do mais, o México não tem moeda forte... Está fora.

Parece que sobra o Brasil como pais de expressão... E com grandes chances pelos seguintes motivos importantes:

i - Está precisando de investimentos, os juros são altíssimos (os maiores do mundo, mais altos que o Cristo redentor) e aceita grana estrangeira para especulação. Vai entrar toda a grana suja do Banco do Vaticano que aplicada aqui vai render tanto, mas tanto, que o Banco do Vaticano sai do buraco em um par de meses e vai dar lucro aos cardeais acionistas

ii - O descontrole de saída de divisas é famoso: Sai dinheiro nas cuecas, nos sutiãs (usarão as freiras) nas meias, e sai até pelo ladrão... Alem disso ninguém vai preso. Basta pagar uma propina gorda como aquele cara inglês do assalto ao trem pagador... 

iii - Os políticos estão todos comprados e até da Mega Sena e das loterias do Estado se paga uma taxa à CNBB, depois que um Lobby da Igreja conseguiu essa façanha... Esperam conseguir mais por aqui.

iiii - A Bancada evangélica está muito forte e precisa ser controlada senão substitui a própria católica como preferência nacional. 

E finalmente, Deus é Brasileiro, caramba!!!!!!!!!!!! Vai dar uma mãozinha... 

Rui Rodrigues...

PS- Já avisei que o cardeal AVIZ vai ser o novo Papa

segunda-feira, 11 de março de 2013

A segunda guerra da Coréia


Existe um risco de guerra eminente envolvendo numa primeira instância as duas Coréias, e os EUA. É um assunto antigo, não resolvido, que data de 1950 numa época em que o mundo estava polarizado numa guerra muito especial: A guerra fria. O mundo se dividia entre duas potências quase igualmente fortes: A URSS e os EUA. A guerra entre as duas Coréias no entorno do paralelo 38, foi quente. Bem quente e raivosa. Nela morreram três milhões e meio de pessoas. Nunca um tratado de paz foi assinado e a solução ficou postergada através de um cessar fogo. Entretanto, a Coréia do Norte dominada sucessivamente por membros da mesma família no governo, fortaleceu-se como nunca se imaginou que pudesse e agora ameaça com bombas nucleares afirmando que podem alcançar os EUA. Até uns dias atrás estava suportada pela China e pela Rússia. A China desistiu de apoiá-la. A Rússia deverá anunciar sua retirada de apoio nos próximos dias.

O que aconteceu desde 1950, o que está acontecendo e o que poderá acontecer?

 1.      A primeira guerra da Coréia.
 a raiva
Em 1950 a Coréia era um marisco batido por três mares em disputa de uma rocha dividida: Os EUA e a URSS em conjunto com a China eram os mares. A Coréia do Norte era uma rocha e a Coréia do Sul outra. O povo coreano, o marisco que habita as duas rochas. Na verdade, uma disputa de influências. A região é estratégica e comercial. Em 1945, ao final da segunda guerra mundial, EUA e URSS haviam assinado um tratado dividindo as duas coréias: A do norte sob influência russa, e posteriormente também da China, comunistas, e a do Sul sob influência americana. Justamente em 1950, Num ato tresloucado, a Coréia do Norte invade a Coréia do Sul e toma a capital, Seul. O resultado foi a intervenção da ONU e a convocação do general Mc Arthur, herói da segunda guerra mundial, que retaliaram. As forças comandadas por Mc Arthur retomam Seul e logo avançam pelo território norte-coreano.  Morreram cerca de três milhões e meio de pessoas.
 Marlim Monroe visita tropas na Coréia                  coreia do norte invadida
Em todas as guerras os soldados lutam com certa dose de raiva. É normal, mas relatos pessoais de soldados, filmes, livros, denotam a existência de uma raiva “anormal” por exacerbada. O ingrediente extra era a guerra fria entre as duas maiores potências mundiais. Qual era o sistema mais forte? O capitalismo ou o comunismo? Foi por esta razão que, para equilibrar a imagem dos dois sistemas o caso se resolveu temporariamente com um cessar fogo e não com um tratado de paz. Ambos os lados ficaram satisfeitos, e as duas coréias, tal como o marisco, ficaram divididas 

2.      De 1953 até março de 2013

Kim III visita fronteira em 09 março 2013
Neste período a Coréia do Norte dividiu toda a pobreza, que sempre foi enorme entre a população, manteve o nível de raiva elevado, e gastou todo o dinheiro disponível na manutenção de forças armadas sempre preparadas para o combate aguardando a “redenção”, a batalha das batalhas. Desenvolveu armas nucleares e foguetes, fez testes, lançou foguetes até quase o mar do Japão, atingiu “sem querer” uma região sul-coreana e provocou na imprensa mundial os EUA e a Coréia do Sul afirmando que tinha armas nucleares apontadas para o seu território. No início as nações unidas e os EUA contemporizaram e trocaram o cessar dos testes nucleares em troca de alimentos e outros gêneros de ajuda ao povo norte-coreano. Deram-lhe uns bois. Agora dão uma boiada inteira para não ouvirem mais nenhuma ameaça, porque a Coréia do Norte não pára com as ameaças, nem com os testes com foguetes.
O sistema capitalista tem os seus problemas, e muitos são graves. Muito graves. As populações estão diariamente envolvidas na luta pela sobrevivência. A competição é muito grande e há injustiças sociais de toda a ordem. No sistema comunista, a população divide o que tem disponível, não luta pela subsistência. Quem faz isso é o sistema de governo. Todo o produto interno bruto é usado para obtenção e manutenção de forças armadas fortes, compra de bens imprescindíveis. Se um dia precisarem entrar em guerra estarão poupados da luta pela subsistência, mas não terão esta pratica e será sinal de que chegaram ao limite de suportar, anos a fio, por gerações, a falta de tudo até de notícias. Sua guerra será cega guiada por generais. Deu certo na guerra do Vietnam, mas os tempos mudaram e a geopolítica também. Agora a China omite-se, até porque está em transição para um governo completamente capitalista, e a Rússia, em face desta posição da China, também desistirá porque já não é comunista. Nem um pouco. Recentemente um famoso jogador de basquete norte-americano, Dennis Rodman visitou a Coréia do Norte. Voltou de lá dizendo que Kim III é um bom garoto e que quer negociar com Barak Obama.  Parece ser bastante tarde. A ONU já decretou as sanções. O jogo acabou. Entendendo a situação, mas não muito, Kim III declarou que o cessa-fogo tinha acabado, um general diz que a Coréia do Norte está absolutamente preparada para a guerra. A Coréia do Sul afirma que não aceitará mais nenhuma provocação, os EUA dizem que defenderão firmemente a sua aliada, a Coréia do Sul, e em seguida, nesta segunda feira dia 10 de março de 2013, Kim III manda cortar as comunicações com a Coréia do Sul.
Dennis Rodman e Kim III bons amigos








Qualquer criança do primeiro nível escolar entenderia isto como uma declaração de guerra posto que o cessar-fogo acabou e as comunicações foram cortadas.
3.     A nova guerra da Coréia
 Aviões invisíveis aos radares, que a Coréia do Norte não tem, e poderosos telescópios estacionados em órbitas estratégicas, que a Coréia do Norte também não tem, já invadiram o seu território. As forças já selecionadas para a guerra sabem tudo sobre a Coréia do Norte. Esta pouco saberá, a partir de agora, sobre os EUA e a Coréia do Sul. Sinal de uma guerra eminente, porque qualquer demora em tomar ações representara maior grau de cegueira de informação. Ao menor movimento norte-coreano que indique qualquer preparativo para ação, será julgado de acordo e Coréia do Sul e EUA em ação conjunta, invadirão. Como sempre, com demolição de alvos com aviões stelt. Tal como na guerra dos seis dias, os equipamentos e instalações terrestres da Coréia do Norte serão destruídos num prazo que não passará dos três dias. Em mais uns dias para completar a semana, Kim III abdica, ou é suicidado, e ele ou seu representante nem assinarão acordo de paz. A Coréia do Norte será final e definitivamente absorvida pela Coréia do Sul. Porquê?

Porque o comunismo acabou e o Vietnam do Sul, capitalista já foi absorvido pelo Vietnam do Norte comunista num passado recente e precisa de redenção. E as raivas acabarão finalmente. O povo da Coréia do Norte voltará a ter leite, pão, ovos, carne e roupas. Terá TVs de plasma, digitais, computadores, fará parte do contingente de trabalho da Coréia unificada. Terá que trabalhar no duro, num sistema produtivo, lutar pela vida como o restante dos 7 bilhões e meio de seres deste planeta. Sem cupons de racionamento, mas com os problemas do capitalismo.
Se eventualmente a Coréia do Norte lançar alguma bomba atômica, será sobre a Coréia do Sul, novamente na condição de marisco, mas neste caso, não haveria muita população do norte da Coréia que sobrasse para consumir os ovos, o leite, o pão, a carne e as roupas disponíveis.
E quatro lideres sul americanos pretendem restaurar o velho comunismo que de podre se está acabando. Será uma doença que se pode classificar como “síndrome Fideliana de King - Kim III” ?

Rui Rodrigues

quinta-feira, 7 de março de 2013

Dia movimentado de apos-sentado...

Dia movimentado de aposentado...

O mundo anda meio conturbado. Sabemos disso, mas por aqui, há paz e tranqüilidade. Como os raios do Sol andam ferinos, principalmente os raios-x e os ultravioletas, para não assar a pele só vou à praia em horários de sol nascente ou poente. Livrar-me da crise econômica que alguns de nós fingem não ver, é relativamente fácil. Ainda, por que não tenho compromissos com banqueiros. Aqueles belos tempos em que era bom fazer dívidas para ter crédito, já se foram há pelo menos uns cinco anos. Bom mesmo é não ter compromisso nenhum com bancos. Se não posso ter agora, separo a grana até fazer volume para poder ter à vista. O problema mesmo é me livrar das notícias, mas destas não quero livrar-me. Se ficar sem notícias, fico sem saber a quantas ando.

Então, tomei meu banho, separei a grana que precisava, e ainda meio úmido enfrentei os oitocentos metros que me separam da portaria. Fazia um calor de rachar apesar de ser ainda cedo, nem nove horas da manhã ainda eram. Fui pela sombra do lado direito da estrada. Do lado esquerdo batia o sol. Caminhar assim era agradável, ouvindo os pássaros, mas o suor já me escorria pela testa. Nem passei pela portaria. Atalhei caminho pela vereda ao lado do Motel, aquele que diz “ Mais vale à tarde do que nunca”, uma bela frase para animar a tarde e arranjar uma bela de uma dor de cabeça à noite para explicar onde esteve toda a tal tarde, se tiver a quem dar explicações. Fui pensando em algo que nem me lembro, mas só podia ser besteira. Não me lembro por isso mesmo. Cheguei rapidamente ao ponto de ônibus que não demorou mais do que meia hora. Esse é outro problema: Ninguém cumpre horários a não ser na hora de chegar ao trabalho e na hora de sair dele.  O “serviço”, esse, tem sempre uma explicação para atrasar. É como chegar sempre na hora, sair até depois do horário, receber o pagamento, mas o “serviço” estar sempre atrasado. A culpa é dos outros.

Nada como uma estrada esburacada, aquela do caminho de Búzios, que passa pelo Tangará, para nos exercitar os músculos. Curvas do tipo “chega para cá” me empurravam na direção de alguém mais próximo. Curvas do tipo “chega pra lá” quase me jogavam pela janela, que este é o modo dos motoristas mostrarem serviço para não serem demitidos por demorarem muito nas viagens. Ninguém se ofereceu para me dar lugar. Apreciei a educação, principalmente daquela turma de escolares, ainda jovens, que devem ter tido uma bela educação em casa. Por outro lado, fiquei satisfeito. Minha saúde realmente é invejável e devem ter percebido isso. Quando chegarem na minha idade, nem adianta ficarem zangados se não lhes oferecerem lugar. Lembrar-se-ão de sua educada juventude. Verão jovens fingindo que estão com sono, escondendo-se atrás de óculos escuros, olhando sempre para o lado da janela até ficarem com torcicolo... Vibrarão de raiva surda, calada, engolida. Arrotarão desespero, não porque necessitem que lhe dêem lugar. Ninguém morre por isso, mas por verem que a educação é essa mesma, a de que “cada um que se vire”, e que quando pedirem ajuda, receberão um olhar de desprezo ou de ignorância.

Fui até o Jacaré, Fiz minhas compras lá porque, sabendo os preços, economizaria 70 reais. Nem mais nem menos. Valia a pena ir lá. Entrei no super, enchi minha mochila e como o calor estava realmente me desfazendo em suor resolvi tomar uma cerveja em lata no balcão do bar em frente. Eu merecia. Nesse instante a senhora do balcão ria a bandeiras despregadas de um sujeito que estava sentado numa mesa. Ela e mais duas mulheres riam muito. O motivo era o sujeito que enchia a boca com cinco pastilhas de menta enquanto tomava uma garrafa de cerveja e comia um pastel salgado. Dizia a senhora que “só cristo...” E repetia rindo: Só cristo”.. Deixei-os rindo ainda mais ao perguntar se Cristo, sem que ninguém soubesse estivesse concorrendo a Papa se o elegeriam... E ganhei da senhora a promessa de me contar outras histórias ainda melhores, do que ela via naquele bar... E saí determinado a almoçar um PF – Prato Feito, no restaurante de um velho amigo conhecido. Ali a comida era nota dez apesar de ser um restaurante de “enésima” categoria, á margem da avenida. Se quiserem ir lá, é comida segura, honesta, feita pelo casal. A filha atende ao balcão. De vez em quando ele prepara umas ovas de peixe de agradar aos deuses. O restaurante fica em frente às peixarias à margem do canal do Itapiru, depois do posto de gasolina, primeira rua à direita (só pode ser à direita) no sentido Cabo Frio- RJ, depois de passar pela ponte velha.  Comi um prato de carne ensopada com batatas, acompanhada de espaguete, arroz, farofa, salada de tomate e alface. Desceu direitinho com garfo e faca de metal, copo de plástico e mais uma latinha de cerveja bem gelada para aprumar o meu esqueleto neste dia de verão que derrete até os ossos.

No almoço não se falava de outra coisa: A condenação do goleiro Bruno que mandara esquartejar a amante. A mulher esquartejada foi dada a cães que a devoraram. Os ossos devem ter sido queimados numa churrasqueira e as cinzas espalhadas pela terra. Discutia-se que o bandido goleiro ficara com os seus próprios bens, e quando saísse da prisão ainda teria um salário gordo mensal para economizar. Toda a grana lhe será entregue quando o soltarem. Se sair vivo. Diziam no restaurante que havia a possibilidade de o matarem lá dentro. Na mesa em frente um sujeito contava que também tinha um irmão preso. Lembrei-me da moça de roupas soltas e mente solta que no ponto do ônibus, acompanhada de seu jovem amante contava que seu irmão estava preso, mas que quando saísse da prisão iria tomar satisfações dos que lhe andavam rondando a saia porque a julgavam desamparada. O jovem amante, ou ficante, não se metia nos assuntos de família e a especialização dele não era afastar os outros pretendentes. A julgar pelo corpo da moça, deveriam até ser muitos. Um drama familiar particular. Fiquei com a sensação de, com tanta gente com irmãos presos, a justiça estar realmente funcionando. Até o dia em que as prisões ficarem entupidas de gente.

A escassos cem metros do restaurante apanhei o ônibus de volta até em casa.  Só me servia o que ia para Búzios. Lotadão. Nem lugar em pé quase tinha, e para minha constatação de que a educação é deficiente como epidemia nacional, ninguém me ofereceu o lugar apesar de ser nítido o peso de minha mochila ao alcance de minhas barbas brancas, logo abaixo do meu cabelo branco: Mais de sete quilos que agora, depois da faina, parecia ter uns quinze. Vi as mesmas caras desprevenidas de emoção, de gente “importante” com todos os direitos de permanecerem sentados porque tinham pago as passagens. Temi chamar a atenção dos nobres passageiros e ainda me encherem de porrada, apesar dos lugares destinados a idosos e gestantes estarem ocupados por gente sadia, jovem e bem disposta. Um dia exigirei meus direitos, mas ainda é cedo. Suporto bem e até com certo prazer.

Logo que cheguei em casa, por volta das duas da tarde, tomei um banho de chuveirão que parecia uma cascata, reconfortante. Hoje não tinha mais nenhum compromisso. É quinta feira e os estudantes que não me deram lugar, têm um longo e penoso trabalho pela frente: Construir um Brasil mais educado.

Já escuto isso há um tempão, na verdade há uma meia dúzia de décadas... Será que vão conseguir?

Rui Rodrigues

terça-feira, 5 de março de 2013

ETERNAMENTE


ETERNAMENTE
Marlene Caminhoto Nassa

Eternamente
É ter éter na mente
Eterna mente
Mente eterna
Mente e terna
Mente!
E ternamente
Mente!
Mente ternamente
E mente
Eternamente!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Consciência planetária.


Consciência planetária.

Sabemos muito pouco de tudo do lado de cá, e não temos certeza de nada do lado de lá. Só especulação, de acordo com a forma de pensar de cada um ou das muitas religiões que proliferam por este mundo. De certezas, que a simples fé não explica, nenhuma! Por fé se acredita em Deus, no diabo ou em coisa nenhuma. Fé é crença, acreditar. Multidões já acreditaram em coisas que se revelaram como fraudes, e fraudes se desmascaram com o tempo, tal como as pitonisas de Delfos Mas o lugar onde vivemos é real. Dele podemos falar com maior ou menor grau de verdade, e mesmo assim, há quem o veja de forma diferente.


  1. O lugar em que vivo
Primeiro eu era nada absoluto. Nem existia. Não com esta consciência que tenho, certamente. Se existia antes não há como saber porque não há consciência disso. Quem afirma que sim, ou mente ou tem fé cega no que acredita. Momentos antes de nascer devo ter começado o meu processo de consciência e adaptação a este mundo, preparando-me para viver nele. Devo ter sentido alguns sobressaltos no ventre de minha mãe, muita paz e segurança, mas também de nada me lembro. Meus neurônios estavam se formando. Depois nasci, isto é, ela e a natureza se incumbiram de me lançar para este mundo. Não lembro também do que vi quando saí por sua vagina. A julgar pela família que tive e ainda tenho, devo ter visto sorrisos, vozes amigas de boas vindas. Só a partir dos dois anos é que me lembro de algumas poucas coisas. Sei que tinha dois anos, porque coincide com o que me contaram. Se quiser fazer um teste para saber se diz que “viu“apenas porque lhe contaram e ”adquiriu” essas lembranças de terceiros - com boas ou não boas intenções – tente ver como se “vê” no que lhe contaram: Se de forma direta, ou se você se vê do alto ou de lado, por inteiro, na cena de tenra infância a que se remete a sua lembrança. No segundo caso, provavelmente adquiriu a lembrança de alguém que lhe contou isso em sua infância e provavelmente o foi repetindo ao longo dos anos.

A partir dos dois anos comecei a ver e a apreciar o lugar em que vivo. É um planeta esférico que roda à volta do Sol, uma estrela que ilumina e aquece e permite a vida. Algumas pessoas neste mundo, no passado, negaram que assim fosse e proibiam que se dissesse que assim era. Atrasaram muito a evolução por falsa fé. Vejo que neste planeta a vida evolui, e que muitas espécies já se extinguiram, algumas porque as perseguiram até a extinção, outras por que lhes destruíram o habitat.  E um planeta de atmosfera azul, verde nos campos e florestas, dourado nos desertos, azul marinho e verde esmeralda nos mares, poluído nas cidades habitadas por milhões de seres humanos.

Plantas são os seres vivos mais dóceis do planeta, não atacam ninguém, não comem nenhum ser vivo, embora haja algumas poucas que o fazem. Mas parece que não raciocinam embora tenham inteligência. Tanto têm que evoluem, sabem o que fazer para sobreviver. Quem diz que plantas não têm inteligência é porque ainda não conseguiu descobrir como funciona nem onde está localizada. Plantas têm DNA. Talvez a inteligência das plantas esteja “escondida” nele. Aqui está algo em que tenho fé e certeza nenhuma.

Os animais têm inteligência, mas classificamos os animais por sua aparência externa e constituição interna. Talvez por que não tenhamos ainda inteligência suficiente para descobrirmos seu grau desta característica, a inteligência. Se pudéssemos classificá-los assim, talvez tivéssemos mais respeito pela sua e pela nossa vida, porque também somos animais.

As paisagens são deslumbrantes onde há vida. Temos águas em movimento calmo e plano, cascatas, corredeiras, mares, lagos, planícies de gelo, savanas, florestas, mas é como vivermos numa casa sem saída, sem banheiro, sem esgotos, com uma fauna e uma flora: Em breve conspurcamos tudo e não estamos dispostos, todos, a limpar a casa. Só aparentamos dotes de limpeza pessoal ou dos lares de cada um. Poderíamos aprender com os japoneses.


  1. As pessoas deste lugar
Seres humanos produzem lixo, dejetos, matam animais para comer, transgridem leis e regras, fazem-se de inocentes culpando-se uns aos outros, têm ambição desmedida sempre querendo mais mesmo que já tenham mais do que precisariam por mil vidas, e só têm uma. Matam-se uns aos outros em nome de qualquer coisa, seja essa coisa de origem religiosa, política, financeira, ou desportiva. Descriminam-se. Mentem a todas as horas do dia e da noite, e vão fortalecendo suas mentiras para si mesmos até se convencerem que estão certos, no caminho certo. Raciocine e veja, sinta, se realmente estão.

Somos animais da mais alta periculosidade e enquanto os outros raramente praticam canibalismo, nós nos matamos uns aos outros e desprezamo-nos a carne. Dizem que é porque temos alma. Ora aqui está algo que parece que muitos de nós não temos. Talvez a alma, a existir, seja privilégio apenas de alguns dos seres humanos e não de todos. Mas ninguém poderá afirmar com certeza de sua existência. Nunca foi vista e nem sabemos como é.

Não podemos ter sido feitos à semelhança de Deus, porque Deus não pode ser assim, cheio de defeitos.  Creio que construíram Deus à nossa deficiente imagem num passado ignorante e assim perdurou até hoje. Continuamos ignorantes.  Deus existirá sim, mas não como dizem que é. Será muito melhor do que podemos imaginar. Precisamos rever a imagem que fazemos de Deus.



  1. O paraíso
Há quem tenha sonhado ou imaginado sob efeitos de produtos lúdicos o céu e o inferno. Nunca ninguém esteve lá para nos dizer como seriam. Não de modo comprovado. É uma questão de fé particular, como acreditar em duendes que ninguém vê, a não ser quem fuma um baseado. Vê até o futuro e o passado que quer ver, evidentemente, assim como astrólogos, adivinhos, magos, cartomantes, esgazeados profetas, delirantes analistas políticos, conselheiros de grandes empresas que sempre vão á falência ao longo dos tempos. Não existe uma só empresa que dure mais do que três séculos, tanto quanto se saiba, a não ser as ligadas a religião, mas entrar nelas não é nada fácil e se protegem com cursos, exames, acompanhamentos. Na maioria nem permitem mulheres para que não engravidem. Em outras proíbem os sacerdotes de manter relações sexuais e de casarem, negando-lhes a natureza que, por outro lado, afirmam ser divina. Em que ficam, afinal? Evidentemente que ninguém acredita nisso. Os hormônios gritam a cada desejo e a natureza é muito forte. Dizem que é a carne que é fraca. Mentira. O espírito é que é fraco. Uma das religiões sobressai nos noticiários pelo alto índice de abuso sexual de menores indefesos que normalmente por medo aceitam servir de objeto sexual para esses sacerdotes. Os altos escalões os têm defendido. É nojento isso, uma prova de que essa religião é a fotografia da mentira. 

Deve haver um paraíso. Mas como será?

Quem estiver interessado e não saiba ainda, todas as religiões têm seu conceito de céu, exceto uma ou duas. Todas dizem que o céu é bom, o inferno é ruim. Quem for “bom” nesta vida vai para o céu. Quem for “ruim” vai para o inferno. Como o que é bom para uns é ruim para os outros e vice-versa, normalmente, não há definição verdadeira e credível do que é bom ou ruim, como quando chove muito e os agricultores dão as bênçãos a deus, enquanto os que gostam de praia resmungam contra ele e os que vivem em encostas que desmoronam se perguntam que mal fizeram a deus para serem assim tão mal tratados.

Um dia as imagens se apagarão de meu cérebro, pasto de animaizinhos bem pequenos, minúsculos, que eu mataria em vida e que depois de desfalecido me será impossível fazê-lo. Meus neurônios encerrarão suas atividades. Nem verei a escuridão porque não terei olhos para transmitir as imagens para o cérebro que por sua vez já se desfez.

Mas em verdade vos digo que, mesmo que a escuridão me perdure eternamente, ainda assim estarei no paraíso.

E sem méritos, estátuas, anotações em livros de história, ou mesmo sem sequer fazer parte da memória viva de meus descendentes, ainda assim, terei feito a parte que me toca neste mundo. Construí muita coisa material e imaterial, desfiz algumas, fui humano. Poderia ter sido um animal sem ser humano, que não faria a mínima diferença. A natureza não distingue o que é humano do que não é, e a natureza que vemos, esta sim, é de Deus.

  1. Sobre as crianças
Não lhes incutam idéias ou fé por pura fé. Sua decepção no futuro quando pensarão de forma própria, pode vir a traduzir-se no sentimento de que foram enganadas exatamente por quem cuidou de sua educação. As magias dos magos são quase imperceptíveis e quase juramos que é verdade que os objetos desapareçam e voltem a aparecer, mesmo quando há evidências de lisura e de veracidade em suas magias.

Deixe que cresçam e se enriqueçam com valores morais que se aprendem em casa e nas escolas laicas. Quando crescerem, elas mesmas escolherão qual a religião que desejam, se é que escolherão alguma em particular, e não esqueça: Deus a existir tem tudo e não precisa de dinheiro. Em absoluto! Use o seu dinheiro para dar educação a seus filhos e filhas. Eles merecem!

Rui Rodrigues

domingo, 3 de março de 2013

Bolsa de apostas - Quem será o novo Papa



Bolsa de apostas - Quem será o novo Papa


Há quatro mais cotados, à luz de informações que “transpiram” para a opinião pública, através de declarações de arcebispos e análises à luz da imagem que se tem do Vaticano. Porém, pelo que sabemos, há divergências no seio do Vaticano – as mesmas que provocaram a renúncia de Bento XVI – o que leva a supor que os arcebispos não expuseram a público o que realmente pensam, e o resultado que elegerá um novo Papa será certamente divergente da opinião da mídia. A não ser, é claro, que haja um cisma na Igreja Católica Apostólica Romana, mais um entre tantos ao longo da história. Mas porque razão determinante será o resultado divergente do que seria de esperar? Vejamos:

Como existem “forças” que Bento VXI não poderia vencer porque suas forças não agüentariam, teria Bento XVI medo de vir a falecer em pleno cargo? Claro que não. Nenhum papa anterior teve medo da morte em cargo, e mesmo que tenham tido, todos permaneceram no cargo até a morte. Teria o Papa Bento abalado tanto a sua fé que abdicou do cargo “dado” por Deus através de sua inspiração divina que propiciara os votos do conclave que o elegeram? Não podemos crer muito nisto, ou até podemos, mas teríamos que admitir, a julgar pela historia – onde vemos que até houve assassinatos e compra de votos para garantir a eleição – que a inspiração “divina” vai mais longe do que se pensa, ou em outras palavras, a inspiração divina não existe e Deus não se intromete, propositalmente, nas coisas deste planeta, que já possui as leis de Deus para que exista, caminhe ao longo do tempo, evolua. Fazemos parte da natureza de Deus. Assim sendo, arcebispos votam de acordo com sua própria consciência e não com a consciência de Deus, impossível de a alcançarem, de lhes terem acesso. São nada mais nada menos que simples e comuns humanos. Não podem intermediar entre Deus e a humanidade, porque nunca se sabe se o sacerdote é pedófilo, e o que fazer com as “intermediações” do sacerdote pedófilo? A perfeição de Deus não permite falhas, deslizes, invencionices.

Finalmente, havendo divergências fortes no Vaticano, e havendo cisma ou não, o resultado será a eleição de um novo Papa mais “aberto” ás mudanças e então algumas mentiras gritantes da filosofia vaticana serão extirpadas do seio da comunidade cristã. Dirão que será obra de Deus. Sempre dizem. E de certa forma não deixará de ser. Entretanto fazem-se apostas nas bolsas mundiais para saber quem será o novo Papa, assim como se aposta em jogos de futebol. Deus também tem a sua dose de humor. A alegria e o humor fazem parte da essência humana e como somos feitos à semelhança de Deus, Deus há de ter humor, sorrir. Vejamos então os candidatos e tentemos “adivinhar” quem será o novo Papa, considerando as forças, as divergências, o que conhecemos do perfil dos candidatos. Se nenhum falecer durante o conclave ou antes de assumir, ou logo após assumir, estes são os candidatos: Mas com a premissa de que não haverá cisma.

1.      Peter Turkson, cardeal de Gana.

Ideal para uma ala super moderna da Igreja católica, por ser africano e negro. Seria a maior demonstração de que a Igreja quer progredir, e mostrar que o quer. Significaria também que as mudanças seriam muito rápidas e intensas. Quem conhece a história da Igreja católica sabe que mudanças radicais deste porte somente se produzem quando um indivíduo sai da Igreja para fundar outra, como foi o caso de Lutero e de quase todos os que provocaram cismas no seio da Igreja.

Mas não deverá será este, apesar de falar mais de sete línguas, ter sido ordenado por João Paulo II, e ter lecionado em Roma e N. York além de ter um programa semanal na TV estatal de Gana e ser o favorito em duas casas de apostas: A África é muito "pobre". Tem 65 anos e foi ordenado após 30 anos de sacerdócio.

2.      Ângelo Scola, arcebispo de Milão.

Sério candidato para uma Igreja que deverá passar por pelo menos um papado de transição para não ferir a fé dos fiéis. Por seu perfil poderia esperar-se que venha a convocar um novo Concílio para definir as mudanças. Os altos cargos assumidos dão-lhe crédito no Conclave: Foi ordenado em 1970, e é doutor em filosofia, professor do Instituto João Paulo II para estudos sobre Casamento e Família. Em 1991 foi ordenado bispo de Grosseto e assumiu o arcebispado de Veneza e em 2002 o cardinalato de Veneza. Fundou uma revista em árabe, a “Oásis”, destinada à melhoria do relacionamento entre cristãos e muçulmanos. Tem 67 anos.

3.      Marc Ouellet, cardeal do Canadá.

Outro sério candidato para uma igreja que deverá passar por uma curta transição para as mudanças, tendo sido “próximo” a Bento XVI. Se forem verdade as declarações dos candidatos após a renúncia, constatando sua admiração por Bento, este seria o próximo Papa, até mesmo por ter sido o mais poderoso cardeal durante este ultimo papado. Porém, há que ter em conta a polidez política que não permite que se expresse o que lhes vai na alma. Se prevalecer a tendência contrária à linha de Bento XVI – e que o fez renunciar, não esqueçamos – este seria exatamente o ultimo dos votados para ser Papa.
Foi Prefeito da Congregação de Bispos nos três últimos anos, o que faria dele um candidato “natural”  e nasceu em Quebec no Canadá. Humilde, disse em 2010 que não esperava chegar a essa posição. Estudou no seminário de Laval em Montreal e na Universidade de mesmo nome. Foi ordenado em 1968. Passou anos na Colômbia onde lecionou. Latinos americanos do conclave poderiam votar neste cardeal, numa solução “americana”, juntando a do norte e a do sul.   Tem 68 anos.

4.      Francis Arinze, cardeal da Nigéria.


Quase exatamente na mesma condição de Peter Turkson (filho de turco traduzindo à letra) com uma diferença importante: Liderou o Órgão do Vaticano que é conhecido como Pontifício Conselho pelo Diálogo Inter-religioso, responsável pelo relacionamento do Vaticano com outras religiões, o que o coloca numa posição de vantagem sobre os demais. É o que melhor deve conhecer  as outras religiões e a idiossincrasia dos respectivos crentes. Seria de grande valia para uma Igreja Católica Renovada – Igreja da Renovação de Cristo ou o chefe de uma nova Igreja talvez até com este nome. Neste caso, haveria um cisma na Igreja Católica. Tem 81 anos. Se a linha que prevalecer for a da renovação, seria o candidato ideal porque não ficaria muito tempo no cargo. Só o suficiente para as mudanças.    
Nasceu na Nigéria em 1932. Quando criança foi mandado para uma escola missionária irlandesa. Ordenou-se padre em 1958. Deu aulas de liturgia e filosofia na Nigéria e na Inglaterra. Foi consagrado bispo em 1965 e arcebispo em 1967.

Possibilidades dos religiosos brasileiros

São relativamente altas porque a Europa está em crise financeira e o Vaticano vive de esmolas, óbolos, contribuições, e como muitas vezes as contribuições devem ser “sigilosas”, as lavagens de dinheiro - como constatadas pelos bancos europeus, que os levou recentemente a não negociar com o Banco do Vaticano - são praticamente obrigatórias para a vida da Igreja e manutenção da opulência e de algumas obras de caridade.
Já deve haver consenso sobre isto, porque o Vaticano tem se dedicado à canonização de brasileiros, e tem dado outras demonstrações de interesse pela América latina onde vivem  42% de todos os católicos do mundo, embora se saiba que destes 42% a maior parte não é praticante,  e muitos se dizem cristãos sem convicção, orações herdadas dos pais que usam em momentos de perigo de vida eminente. O Brasil, apesar de ser a maior população de católicos do mundo, tem apenas nove cardeais, mas quatro já ultrapassaram a idade de votar e D. Raymundo Damasceno Assis, no que pese ser presidente da CNBB – Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, profundo conhecedor de administração, lobista, não freqüenta os corredores do Vaticano nem tem cargo por lá como os que se indicam a seguir.  Por outro lado, sabendo da rivalidade entre Argentina e Brasil, o vaticano não iria nomear como papa um Cardeal argentino como Leonardo Sandri, apesar de estar atualmente à frente do Departamento para as Igrejas Orientais. Até entre a população mais cristã brasileira isso seria considerado como desfeita.
O Conclave se faz a portas fechadas e é feita uma votação. Votos conscientes são dados aos que mais sobressaem dentre os conhecidos aqueles dentre os que convivem diariamente nos corredores e bastidores do Vaticano. Eis os que teriam maiores probabilidades:

  1. Dom João Braz de Aviz
Jovem de 65 anos. Ocupa o mais alto cargo na hierarquia do Vaticano. Foi ordenado  bispo auxiliar de Vitória no Espírito Santo em 1994 e chefe da Igreja de Brasília em 2004. Em 2012 foi nomeado Cardeal por Bento XVI. Desde 2011 ocupa – no Vaticano – o cargo de Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. Exatamente os pontos que mais preocupam o Vaticano; A vocação sacerdotal e a disseminação da fé entre as populações. Se elegerem um papa brasileiro, será este. agradaria a africanos, latinos em geral, indonésios  e o povo europeu não seria refratario: Traz no nome uma família de reis portugueses, da dinastia de Aviz.. 

  1. Dom Cláudio Hummes.
Tem 78 anos e absoluto trânsito na burocracia do Vaticano. Foi arcebispo de S. Paulo e Prefeito para a Congregação para o Clero (na verdade um “ministro” papal) em 2011. Atualmente é membro da Pontifícia Comissão para a América Latina. Já foi um dos mais possíveis sucessores do papa João Paulo II, Perdeu para Bento XVI. A idade é um pouco avançada em relação aos demais, mas apenas para processar as mudanças na igreja católica pode ter grandes chances.


Façam suas apostas e como a ordem do dia é “mudar”, dentre os perfis mais sisudos não deverá sair o novo papa, que deverá ter uma cara jovem, de mudança, para agradar aos jovens...

Dos seis vou apostar em Dom João Braz de Aviz. Já professou em Vitória, terra do petróleo, tem cara jovem e é também relativamente jovem para Papa, bem conhecido no Vaticano e seria apoiado por todos os outros cardeais incluindo a CNBB, talvez a mais rica das associações da Igreja Católica. Se ganhar a linha “dura”, será certamente o italiano Ângelo Scola.

Jesus não seria eleito Papa: Não entendia nada de Bancos, e poderia voltar a quebrar os templos. 

Rui Rodrigues

sexta-feira, 1 de março de 2013

Construindo imagens do mundo.

 Construindo imagens do mundo.

Precisava de uma imagem para a qual pudesse olhar a qualquer instante e rebuscar explicações, detalhes, que me ajudassem a compreender o mundo em que vivo. Há quem viva sem esta necessidade, perguntando-se todos os dias “porquê?”, sem encontrar qualquer razoabilidade nos fatos, angustiando-se, sofrendo, ou simplesmente nada se perguntar, e encolhendo os ombros e dizer “a vida é assim mesmo”. E mesmo dos que se questionam e tentam construir imagens, como eu, há que não desprezar os pequenos detalhes. Sem eles não se explicam os grãos, os pedregulhos, as rochas nem os limos e árvores que compõem este mundo e lhes dão significado.

A imagem que cada um de nós tem deste mundo depende dos grãos coletados para compor a sua imagem. Por isso, e porque são tantos os grãos, os detalhes, as minúcias, não há, de certeza absoluta, dois seres que o vejam como realmente ele é, e muito menos dois seres que o vejam de forma igual. A probabilidade de duas imagens serem idênticas com tal infinidade de detalhes de todos os tipos é nula até a mais infinita casa decimal.

É isso que nos faz diferentes uns dos outros, e não apenas a carga genética e nossa interação com o mundo. Estes são apenas pequenos grandes detalhes de um universo ainda muito e muito maior. E esta constatação nos imprime o sentimento angustiante de que somos pequenos, muito pequenos, pouco mais do que um grão de fino pó, face à enormidade dos fatores que compõem nosso universo físico e moral, mas que nos faz gigantes, quase pequenos deuses, ao constatarmos que mesmo sendo tão pequenos, tão ínfimos, temos a capacidade de entender tanto do mundo que nos rodeia e dominar-lhe apreciável parte.

E temos assim a explicação para todos os campos divergentes do conhecimento humano. Sob o ponto de vista da percepção e avaliação humana do mundo ao nosso redor não há diferenças tão gritantes entre quem tem um DNA com qualquer deficiência ou quem o tem perfeito e não aproveita as suas qualidades. As descriminações a que assistimos devem-se exatamente à “imagem” que cada um de nós construiu para si mesmo, colhendo grãos, pontos, limos, árvores, e para a qual olha todos os dias tomando-a como referência para o seu comportamento.

Somos catadores de pichels, grãos, gotas, impressões, fatos, notícias. Coletamos tudo e nada é lixo. O que é lixo para uns não o é para outros e há riquezas imensas nos lixos que coletamos.  E então nos classificamos uns aos outros pelo lixo ou pelas riquezas que coletamos. Mas como nem todo o lixo é lixo e muitas riquezas o são, ou em outras palavras, como nem toda a riqueza é riqueza e muito lixo é, podemos ser induzidos a pensar, face ás imagens que construímos, que riqueza é tudo o que os outros não dividem e lixo é tudo o que esses mesmos jogam fora. Fora de sua mente ou fora do mundo material que detêm. É a característica classificação do equivoco e somente uma imagem mais completa que se possa construir permitirá identificar o que realmente é lixo e o que é riqueza. Mas nenhum de nós tem tempo suficiente de vida para construir uma imagem perfeita. As que temos são geralmente reaproveitadas de antigos formadores de imagens as quais copiamos e refazemos a cada dia, mudando-lhe os detalhes de lugar, retirando-os, colocando novos detalhes, diferentes, ou alterando-lhes a intensidade.

O projeto americano para mapear o cérebro humano contribuirá de forma determinante e efetiva para um melhor conhecimento da mente humana, a exemplo do que já aconteceu com o projeto “genoma”. Porém, e, como sempre, muitos novos pichels, pontos, curvas, cores, serão incluídos ou removidos, ou mudados de lugar. Uns para construir novas imagens, e outros para destruírem muitas das que já existem. Porém, neste aparente caos de imagens há uma determinada ordem que ainda não conhecemos, mas que determina a “direção” em que se move a humanidade. A humanidade se move na linha do “adotado”, isto é, o que a humanidade adota, seja riqueza ou lixo, perdura por momentos de tempo ínfimos para os padrões do universo, e depois são abandonados ou persistem através dos séculos. Um exemplo? A humanidade veste-se, não anda nua pelas ruas. Talvez algum dia a adoção de roupa se extinga, mas os pichels da imagem da moral ainda não o permitem, embora haja muitos de nós que a adotam. Eu por exemplo, em minha casa ando invariavelmente nu num clima tropical. Pessoas de regiões próximas a pólos vestir-se-ão sempre enquanto a Terra não for torrada pelo Sol. Muitos de nós construímos padrões morais que ridicularizam o nu, Outros crêem, como eu, que a moral não tem nada a haver com a vestimenta que nos disfarça.

Espero que este texto ajude a compor a imagem que constrói do mundo em que vive e que todos nós estamos construindo sem sabermos qual o rumo que a humanidade há de tomar.


Rui Rodrigues

PS – Experiência recente com ratos nos quais implantaram chips no cérebro, locados a milhares de quilômetros de distância – um nos EUA e outro no Brasil - demonstraram ser possível a intercomunicação cerebral. A notícia que li, não deixa antever qual o principio físico que foi utilizado, mas tudo leva a crer que tenha sido o da física quântica segundo o qual um “quanta” de luz tanto pode ser uma partícula como uma onda. Duas partículas colocadas em contato uma com a outra e  depois separadas, mesmo que pela distância extrema do Universo, sempre que uma mudar o spin, a outra muda também o seu de forma instantânea. Esta descoberta poderá levar no futuro a uma “rede” Net constituída e interligada por cérebros, além de computadores cujo “CPU” seja um cérebro ou vários interligados. 

O homem o copo e a percepção

O homem, o copo e a percepção.

Tinha acabado de lavar alguma louça. Afastou-se da banca da cozinha e foi até o computador que ainda o aguardava numa página aberta esperando comunicação. Era impressionante como um computador é um servo útil, bem mandado, que a um toque nosso faz o que queremos, ou melhor, o que sabemos que podemos querer. Experts em computador podem fazer muito mais do que quem apenas o usa para meia dúzia de funções. Quando acabou a comunicação no computador voltou à cozinha. Ia preparar uma caneca de leite com açúcar e três colheres de sopa de aveia em flocos. Fazia-lhe bem à saúde e era saboroso. Principalmente o final, quando o leite estava no fim, e comia a aveia com uma pequena colher de sobremesa. Reparou então que no escorredor estava um copo de vidro de tal forma posicionado que qualquer distração poderia fazê-lo cair do escorredor e certamente quebrar-se. Retirou o copo com toda a atenção e o colocou em seu lugar de costume, devidamente protegido contra tombos. Então, voltou-se para o copo e disse:

- Não precisa agradecer, mas acabo de te salvar a vida!

E deu-se conta de que tinha falado com um simples copo. Estaria louco? Seria uma possibilidade se isso fosse um costume, mas não se lembrava de ter feito algo semelhante nos últimos cinqüenta anos.  Aventou então uma outra possibilidade. A de que por um momento tivesse colocado uma parte de sua alma no copo, o que significaria que estava falando consigo mesmo. Mas também significava que não era muito normal essa coisa de falar consigo mesmo. Pensou ainda em algo mais. A física quântica diz que partículas se podem comunicar instantaneamente mesmo à distância. Talvez por algum fato não conhecido da Física pudesse ter acontecido o mesmo com o copo e este tivesse pedido para ser salvo. Mas não. Isso não poderia ser. A probabilidade era tão pequena que era o mesmo que ser impossível. Ainda lhe ocorreu que um espírito tivesse “entrado” no copo, mas essa possibilidade era tão remota como aquela da física quântica que só se aplicava a partículas e não a corpos maiores. A hipótese de o copo ter aprendido a falar e ter ouvidos também, tinha sido a primeira a ser descartada. Finalmente entendeu. 

A morte não se aplica apenas a corpos vivos. Mesmo corpos mortos, quando cremados, por exemplo, geram cinzas. Depois que as cinzas desaparecem jogadas no mar ou aos ventos, desaparece por completo: Finalmente, o corpo morto morreu verdadeiramente. Mas ainda não, totalmente, porque fica na memória de amigos e inimigos que ainda não morreram. Por pouco tempo mais, é certo, mas de certa forma ainda continuam vivos. Finalmente, quando o ultimo ser vivo que conhecia o defunto se vai, não resta nada mais daquele corpo morto que tinha sido cremado e “voltara a morrer” quando as cinzas foram espalhadas. Só então, sem ninguém que se lembre dele, pode ser considerado definitiva e irremediavelmente morto!

Lembrou-se então que achava a morte um desperdício. Um desperdício útil porque permite que o planeta não se encha de seres vivos em menos de meia dúzia de bilhões de anos. Mas o copo, não... Ele nem se reproduz nem pode causar tamanha catástrofe de inundar de copos este mísero planeta. E enquanto pudesse servir para tomar sua água, seu vinho, o copo estaria vivo porque servia. E concluiu que viver é “servir”. Tudo o que serve, vive.

E ficou feliz. O copo ainda estava vivo e seria o de sua estimação!

Rui Rodrigues