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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Cenário – 2018


Cenário – 2018

As guerras a que o mundo estava acostumado tinham líderes, nações, exércitos. A vida nas cidades, desde que não estivessem sob ataque direto, transcorria sempre numa paz latente. Tudo funcionava como era habitual.

Isso se lia nos livros de história.

Os generais costumavam ler os livros que descreviam as batalhas, estudando as táticas de guerra. Elaboravam cenários nos quais seriam hipoteticamente atacados por determinada nação, ou as atacariam. Cada general das forças armadas de cada nação do mundo juraria a seu rei, presidente ou primeiro ministro que estava preparado. Tinham, porém, na história universal, alguns poucos exemplos daquilo a que chamavam “guerra não convencional”, ou de guerrilha, e que haviam gorado as intenções de muitos generais. Napoleão era um bom exemplo: Vitorioso em muitas batalhas perdeu para a guerrilha russa e ibérica, e já enfraquecido perdeu a última batalha. A final, a decisiva. Há sempre uma batalha final, decisiva, que termina uma guerra, mas os generais sempre apostaram que a ganhariam, porque não podiam negar que estavam preparados. Perderiam o posto, seriam execrados, chamados de traidores.

Não havia maior exemplo de guerra “não convencional” do que a batalha de Leningrado, travada entre russos e alemães, pela posse desta cidade. Foi uma guerra travada de porta em porta, no meio de ruas e praças, semi destruídas por bombardeios. A história conta da ação dos exércitos, mas muito pouco sobre o sofrimento dos civis. Isso tem uma explicação: Justifica os exércitos, preserva o moral para futuras guerras. Esta visão, que oculta o sofrimento das populações, preserva também a necessidade, sempre questionável,  de ações violentas por parte dos exércitos e os justifica.

A partir das barricadas de Paris nos anos 60, quando a juventude esclarecida dos estudantes se insurgiu contra o estado e a educação francesa, mudou-se o comportamento das forças policiais no mundo. Não podendo mandar o exército contra a população, que aumentaria a revolta, armaram este setor das forças armadas com escudos, roupas especiais, e as muniram com veículos ligeiros de segurança reforçada, além de granadas de gás lacrimogêneo, balas de borracha, cassetetes reforçados, rádios de comunicação, e todo um arsenal que não consegue esconder o alto grau de eficiência da policia como força paramilitar. Novas técnicas foram desenvolvidas para conter e dominar populações revoltadas. Contudo, as forças policiais são sempre diminutas em termos de porcentagem da população porque tais movimentos de revolta nas ruas eram sempre localizados num bairro de uma cidade, quer por protestos contra o governo local, geral, ou reuniões de entidades que não eram do agrado geral, como as do FMI, ou do G8, dentre outras.

Não se poderia acreditar que algum general tenha sido o primeiro a aconselhar o início de uma guerra. Eles sabem que tanto podem ganhá-las como perdê-las por fatores aleatórios. Em geral as guerras se haviam iniciado sempre por problemas financeiros, obtenção de matérias primas, ou ideologias políticas ou religiosas, e como dissemos acima, sempre havia líderes, nações que as declaravam, mas quem dava a primeira palavra no sentido de declarar guerra, eram sempre os setores econômicos da nação, ou os ideólogos e religiosos. Esses setores detinham a moral geral da nação, a produção bélica e o controle sobre as populações. O setor da economia fabricava os equipamentos, as armas. Fabricava tudo. Em extrema necessidade ideológica, religiosa ou econômica, pediam, exigiam a guerra. Os generais simplesmente diziam o que necessitavam para que estivessem preparados.

Outra característica fundamental das guerras convencionais, é que sempre começavam por uma nação contra outra, e por um setor das fronteiras, por uma cidade atacada. As limitações faziam com que raramente se atacassem duas cidades ao mesmo tempo, ou se avançasse ao longo de toda a fronteira.

Foi assim que quando começou a crise financeira de 2008, nenhum general se preocupou além do normal. Estavam debruçados sobre enormes dossiês que estudavam a diário destrinchando hipóteses de ataque e defesa, conforme devessem atacar algum país em particular, ou defender-se de outros. O povo começou a ir para as ruas na Grécia (enfrentamentos violentos com a polícia), na Espanha (ocupando praças), na Inglaterra (quebrando o que encontravam), nos EUA (ocupando Wall Street), e de repente, a primavera árabe, com revoltas que derrubaram antigos e tradicionais ditadores. Todos pediam democracia e lisura na forma de governar.

Os generais não se deram conta do tamanho da crise. Os banqueiros não se deram conta do sacrifício que estavam exigindo das populações para pagarem os altos juros e diminuir a administração pública – para economizar e pagar esses juros e essa dívida – os governos não se deram conta de que tinham caído na mão de agiotas legalizados pelo título pomposo de “banqueiros” em nome de suas respectivas nações. Também não se deram conta do “lero-lero e vem cá que eu também quero” que sucedeu à doação de dinheiros públicos aos bancos para evitar ou minimizar a crise que se estendia desde 2008. Depois dos Bancos, as construtoras, e em geral as empresas que forneciam fosse o que fosse para os governos, começaram a aumentar o valor de seus preços. Também queriam participar do botim, já que os governos estavam distribuindo dinheiro recolhido por impostos, e essa era a sua fonte de enriquecimento mais viável. Mais viável do que o próprio comércio competitivo, onde já era impossível reduzir ainda mais os custos. Uma coisa gera outra, e a corrida para um futuro traçado de forma inconseqüente pelos governos da terra, foi se desenvolvendo, agindo uns à semelhança dos outros, como castelos de dominó, sobre os quais uma pedra inicial tomba primeiro.

Em 2011-2012, começou a segunda fase da crise de 2008. Até então, o iceberg da crise mostrara apenas a sua já importante e enorme ponta: a necessidade de desviar dinheiros públicos para evitá-la. Isso levou ao esvaziamento dos cofres públicos, e diminuiu drasticamente a capacidade dos governos atenderem a função para a qual foram eleitos: cuidar da população através do fornecimento de serviços públicos, justiça, segurança, saúde, transportes, infra-estrutura, educação... As cidades começaram a se deteriorar e maior carga de trabalho e de impostos foi gerada.
Chefes de Estado começaram a cair em Portugal, Grécia, Itália, não por semelhança com a primavera árabe, mas por administração deficiente de suas nações, onde a corrupção atingiu limites de sufocamento financeiro.


Quem pode adivinhar a capacidade de resignação, os limites de pressão que uma sociedade pode suportar? E se essa pressão se exercer sobre uma grande parte das sociedades do globo?

Uma forma consciente de reduzir os preços de matéria prima ou produto essencial a um estilo ou necessidade de vida, é produzir mais e mais. Produzindo mais, os preços caem. Outra forma é fazer tratados vantajosos com os países que as produzem quer por pressão política, quer por trocas comerciais, ou invadir o país que as produzem. Neste último caso, qualquer pretexto mais ou menos plausível serve para iniciar uma invasão.  Os EUA, necessitando de petróleo para sua população crescente, garantindo o condicionamento do ar em residências e o transporte, tinham invadido o Iraque alegando a posse de armas de destruição em massa. Foi um erro que o mundo logo esqueceu, mas tal como marido ou mulher que trai, nunca reconheceu o erro. Quando em 2014, o Irã estava em vias de construir o seu primeiro artefato nuclear, já possuía mísseis que poderiam atingir Israel e muitos países bem além de suas fronteiras. Prometido há pelo menos uma década, o Irã fora finalmente invadido nesse ano, assegurando o preço dos combustíveis nos EUA e a manutenção dos patamares da economia americana, que embora desgastada pela crise, ainda crescia a um ritmo de 1 a 2% a.a. Já numa fase anterior, forças européias tinham invadido a Líbia, o que proporcionara os benefícios dos preços baixos de petróleo principalmente para a França. Europa e EUA dividiam o poder sobre o mundo. Isso também era convencional. A história universal demonstrava isso em várias épocas de sua evolução, juntando gregos e romanos dividindo o mundo, Portugal e Espanha, Inglaterra e EUA... Mas no cadinho de uma crise econômica mundial, com os governos sendo questionados quanto á sua democracia e representatividade, em geral e em todo o planeta, esse era um panorama completamente diferente de tudo o que jamais tinha acontecido na história da humanidade.

Com o calote da Grécia, de Portugal, da Itália e da Espanha, a crise se alastrou pela Europa. Houve uma enorme deflação, empresas fecharam. As potências mundiais, que haviam experimentado duas décadas de crescimento dos países emergentes que vendiam seus produtos manufaturados e matérias primas a baixo custo para poderem crescer, lutavam agora com uma agravante. Em crise, compravam menos dos países emergentes que não podiam baixar ainda mais os seus custos, e reduziam as suas importações. Faltava dinheiro - que estava imobilizado com os Bancos - mas estes estavam com um problema enorme. Sem garantias, não emprestavam dinheiro. O dinheiro estava entalado, jazendo em cofres á espera de oportunidades. Sofriam com a própria crise que haviam criado em 2008 ao secarem a fonte das verbas governamentais. Sem emprego, a população mundial, com cerca de 9 bilhões de habitantes, ganhou as ruas do mundo. O estalar das movimentações de rua aconteceu primeiro e inesperadamente nas principais cidades dos países da Europa, sem que alguém o ordenasse. Em menos de uma semana já se  espalhara pelas Américas, Ásia, África. Os governos foram caindo um a um e plebiscitos foram rapidamente implementados para definir novas constituições dando poder ao povo para decidir através de voto.

Quando a poeira assentou, contaram-se os prejuízos num mundo devastado.
Aproveitando-se da convulsão mundial, o regime da Coréia do Norte caíra definitivamente, e o Irã já não representava perigo nuclear com suas instalações explodidas numa ação relâmpago do exército de Israel. O mundo árabe reclamou, mas não reagiu. Cuba era capitalista finalmente, o povo comemorava nas ruas. Os restos mortais de Fidel foram transferidos para lugar ignorado.

Começara uma nova era mundial.

Rui Rodrigues

sábado, 31 de março de 2012

A Psicologia do galinheiro e Mahmud Ahmadinejad


A Psicologia do galinheiro e Mahmud Ahmadinejad

Existe uma antipatia generalizada contra Mahmud Ahmadinejad, 6º presidente do Irã, em terras a ocidente e a oriente do Oriente Médio.

Essa antipatia mais recente e popular no mundo ocidental vem de algumas atitudes que lhe foram atribuídas pela mídia: negando o holocausto, beneficiando urânio que eventualmente poderá ser usado em armas nucleares, desejo de varrer Israel da face da Terra, Mahmud tornou-se antipático por seu espírito “violento”. Como não acredito que um presidente possa ser tão louco, ou desvairado, ou incongruente como algumas fontes dizem, resolvi pesquisar por conta própria, já que a política internacional é construída de forma tal que seus ecos, verdadeiros ou falsos, são transportados pela mídia e nos atacam os ouvidos, normalmente para nos confundir.

Encontrei coisas interessantes, e aparentemente, Mahmud ou não bate bem da bola, ou está querendo agradar a alguém, talvez o povo ou o Ayatolá, como discurso político para chamar a atenção sobre si mesmo e o regime que representa como qualquer ditador costuma fazer!

Há dias li sobre Solano Lopez o presidente paraguaio que em 1864 deu inicio às operações de guerra contra nada menos que a Argentina, o Uruguai e o Brasil. Claro, evidente, absolutamente previsível, que perderia a guerra, como perdeu. Só ele e seu estado maior pareciam não saber, e o povo foi na onda ainda não sabemos bem porque razão, mas mais provavelmente por medo, já que Solano Lopez era filho de um ditador também vitalício: Carlos António Lopez. Anos seguidos de ditadura ensinam o povo a obedecer por medo e a ficar calado sem reclamar. Muito pior, a aclamar as decisões do governo, tal como acontece na Coréia do Norte e em Cuba. Será Mahmud um tresloucado como Solano Lopez, Kim Jong ou Fidel, que perdem a noção das metas de governo e embarcam na cegueira da revolta contra o “status quo” internacional?

Constatei que Mahmud já foi simpático a nada menos que George W. Bush quando era presidente dos EUA[1], que o apoiou contra as reformas do presidente Khatami até 2005, quando Mahmud lhe sucedeu. Este apoio americano pode ter contribuído para a sua eleição e é muito comum a Washington: Já apoiaram Bin Laden e Fidel Castro, dentre outros, antes de convertê-los em inimigos (ou provocar sua ira para que se tornassem inimigos). Fabricar inimigos pode ser uma excelente reserva futura para geração e explicação de conflitos, a ponto de ser difícil separar os fundamentos políticos dos morais e comerciais.

Mahmud foi homenageado e entrevistou-se em 24 de setembro de 2007, em N. York, com o Neturei Karta International, conhecido grupo de judeus ortodoxos que contestam o sionismo por julgá-lo contra os princípios da Torá. Na ocasião, os rabinos enfatizaram a paz e a amizade seculares entre judeus e muçulmanos, reafirmando o seu desejo de paz entre os dois povos, rejeitando o sionismo.

A frase atribuída a ele sobre “varrer Israel do mapa” [2], pode ser interpretada como “varrer o sionismo” que ocupa Jerusalém ou Israel, que ora entra em negociações de paz, ora invade as terras em conflito. Existem vários movimentos em Israel que são contra as ocupações dessas terras[3], e um plebiscito em Israel deve estar fora de cogitação do governo. È a parte sionista da sociedade israelense que não se opõe á invasão de terras.

Quanto à não existência do holocausto, parece haver mais uma conotação anti-sionista sobre as indenizações que foram pagas ás famílias dos perseguidos por Hitler. Mahmud pergunta-se se não seria o caso de indenizar também os palestinos que foram expurgados de suas casas. Não parece que negue definitiva e completamente o holocausto pelo paralelo estabelecido.

Em sua vida política, o engenheiro Ahmadinejad ocupou vários cargos e já foi mesmo destituído de um deles, voltando a ser professor numa universidade. Atuou no exército iraniano contra os curdos, povo este que é perseguido por iraquianos, iranianos, turcos. Isto porque as fronteiras estabelecidas na região foram definidas politicamente e não pela geografia humana: os curdos foram esquecidos como povo independente, embora jamais tenham perdido a sua identidade.

Foi dito e posteriormente desmentido, que era descendente de judeu, talvez baseado no fato de seu pai ter trocado de nome – chamava-se Ahmad Sabourjian – para evitar descriminação contra famílias rurais, na oportunidade em que se mudaram de sua terra natal Aradan, perto de Garmsar , para Teerã.

Em face de uma postura dúbia, com expressões e movimentos inconsistentes, provocativos ou de assustado que por isso mesmo fala grosso, Ahmadinejad está transformando-se no inimigo público número um do mundo ao redor do Irã. Temo que venha a ser um novo Solano Lopez, certamente derrotado, mas com um lugar garantido num céu virtual cheio de virgens moças e virgens experientes, com muitas flores, mel, tâmaras e leite de cabra.

No grande galinheiro da política internacional, que jamais reflete a vontade popular, quando alguém lança um grão de milho, a correria é geral. Quando o galo assedia uma galinha faz-se silencio, tudo quieto. Pensou-se um dia que o galo da política internacional viria a ser a Organização das Nações Unidas, mas esta une-se apenas contra países pequenos ou médios, e existe o poder de veto... Ninguém tem dúvidas de que num conflito internacional entre grandes potências, as Nações Unidas acabem os seus dias, assim como acabou a Liga das Nações antes da Segunda Guerra Mundial.

Em política internacional ganha a esperteza, não o confronto direto. Mahmud está com os dias contados, num Irã á beira da invasão internacional. Lutará sozinho no seu galinheiro.

Rui Rodrigues



[1]   The new republic, 24 de abril de 2006.A child of the Revolution takes over. Ahmadinejad's Demons, por Matthias Küntzel]
[2] Extraído de   http://pt.wikipedia.org/wiki/Mahmoud_Ahmadinejad  “”””Em 26 de outubro de 2005, a IRIB News, uma agência de notícias estatal do governo iraniano que transmite em inglês, controlada pela Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB), arquivou uma discurso de Ahmadinejad para a conferência "World Without Zionism" na Ásia, intitulado: Ahmadinejad: Israel must be wiped off the map.[14] A história foi divulgada pelos meio ocidentais e rapidamente se tornou um assunto muito comentando em todo mundo.
Muito meios de comunicação repetirão a afirmação da IRIB de Ahmadinejad como "Israel deve ser varrida do mapa",[15][16] em português isso significa "causar o fim de um lugar",[17] ou "apagar completamente",[18] ou"destruir completamente".[19]
A frase de Ahmadinejad foi "بايد از صفحه روزگار محو شود" de acordo com o texto publicado na página do escritório presidencial.[20]
A tradução apresentada como oficial pela IRNA foi contestada por Arash Norouzi, o qual disse que a afirmação "varrida do mapa" nunca foi feita e que Ahmadinejad não se referiu a nenhuma nação ou região de Israel, mas ao "regime ocupando Jerusalém". Norouzi traduziu o original persa para inglês, com o resultado, "o Imam disse que o regime que ocupa Jerusalém deve ser desaparecer (ou dissipar-se) da página do tempo."[21] Juan Cole, um professor de história do Oriente Médio moderno e sul da Ásia da Universidade de Michigan, concordou com a tradução para a frase como, "o Imam disse que o regime ocupando Jerusalém (een rezhim-e eshghalgar-e qods) deve [desaparece da] página do tempo (bayad az safheh-ye ruzgar mahv shavad).[22] De acordo com Cole, "Ahmadinejad não disse que ele iria 'varrer Israel do mapa' porque não existe esse tipo de expresão em persa." Alternativamente, "ele disse que esperava que seu regime, i.e., um estado judeu-sionista ocuapando Jerusalém, poderia entrar em colpaso."[23] O Middle East Media Research Institute (MEMRI) traduziu a frase similarmente, como "esse regime" deve ser "eliminado das páginas da história."[24]””””

[3] Ver Machsomwatch,(http://www.machsomwatch.org/en  (tem versão em inglês)

terça-feira, 20 de março de 2012

É Fan-tás-ti-coooooooo ....


É Fantástico!!!!

É Fantástico que mais uma vez a Mídia tenha mostrado o lado mais torpe da essência humana: O tirar proveito em causa própria usando o poder de pertencer a um órgão do Estado, ou de poder corromper em nome dos lucros exorbitantes de empresas privadas.

É Fantástico que nunca, absolutamente nunca, o governo saiba destas coisas que todo mundo sabe, e não se tenha preocupado em denunciá-las e julgá-las em operações relâmpago. É Fantástico como podemos votar sistematicamente em candidatos que não cuidam do “governar”, parecendo que se elegem apenas para tirar vantagens financeiras, monetárias, econômicas, ganhar dinheiro com o suor e o sangue dos impostos que são altos exatamente por causa disso e por isso mesmo... É Fantástico que ainda não tenhamos percebido que não importa qual o candidato que elegemos, todos se tornam iguais no roubar, porque fazem parte de um sistema de agrados gerais entre partidos, e os partidos mandam em seus afiliados.

É Fantástico que governos e governantes corruptos se aliem a empresários que lhes pagaram as eleições, retribuindo com a permissividade da corrupção... E é ainda mais Fantástico que obriguem o povo a votar, porque a não ser assim, jamais votaríamos em quem se candidata para governar ao abrigo de uma Constituição furada por centenas de Medidas Provisórias que a descaracterizaram. Cada Presidente que chega ao poder, vai alterando a Constituição para que se adéqüe às manobras políticas que permitem a evasão de verbas, a corrupção.

É Fantástico que governadores não saibam da corrupção que corre solta em seus estados, com desperdícios em Hospitais, Escolas, Departamentos de Polícia, que vêm na terceirização um pomar onde se colhe dinheiro fácil, em troca de meia dúzia de assinaturas mancomunadas...

É Fantástico que um povo tão humano, inteligente, bonito, tão fantástico, ainda suporte um sistema político como esse que temos...

É simplesmente Fantástico!

É Fantástico ninguém saber de nada e todos saberem de tudo!

É Fan-tás-ti-coooo !!!!!!!!!!!

Rui Rodrigues

sábado, 17 de março de 2012

Um novo olhar pela arte rupestre





Um novo olhar pela arte rupestre.


As cavernas de Lascaux na França nos mostram pinturas de uma rara e sempre atual beleza artistica. Arte não tem idade, mas estas pinturas, do Paleolítico Superior, possivelmente obras de Cro-Magnons, têm aproximadamente 36.000 anos.

Muito se fala que foi pintada por homens que não iam caçar. Naquela época, os fracos não sobreviviam e os grupos não tinham mais de 60 a 90 indivíduos. A agricultura ainda não tinha sido descoberta. Assim, pressupõe-se que, extraindo a quantidade de menores de idade, anciãos e mulheres, deveria haver habitando nestas cavernas cerca de 20 homens adultos que invariavelmente saiam para caçar todos os dias. Passavam dias e noites caçando. Estes homens Tinham mãos duras e fortes que não se adequavam à pintura.

Como crianças não tinham desenvolvimento mental para pintar aquelas obras de arte e os homens estavam caçando, temos que procurar entre os anciãos e anciãs, e entre as mulheres como os autores daquelas obras de arte, salvo uma exceção: a de um artista a cada geração que as pintasse.

O mais provável é que essas obras tenham sido pintadas por mulheres no intuito de decorar as cavernas e incentivar os homens a saírem. Mulher não gosta muito de homem em casa o dia inteiro porque causa muita confusão. É o que ainda dizem!

Numa época em que prevalecia o matriarcado e se faziam pequenas estátuas de deusas e não de deuses, como a virgem da fertilidade da foto, não vi ainda em nenhum livro de arqueologia e paleontologia qualquer referência a que tais obras tenham sido pintadas por mulheres.

Foi certamente o mais provável, assim como mais provável foi que o curandeiro ou pajé, tenha sido sempre uma mulher que acumulava as funções de parteira. Quando homens fundaram religiões, excluíram as mulheres das práticas sacerdotais.

Rui Rodrigues

PS- meus olhares sobre a história, filosofia, etc, são baseados em lógica e probabilidades matemáticas.

terça-feira, 13 de março de 2012

O estado ondulatório da humanidade e da natureza.





A razão matemática mais conhecida que estabelece uma relação entre o Cosmos, ou o Universo como desejemos chamar ao que vemos rodeando o nosso planeta, é a célebre fórmula de Einstein E=mc2, onde “E” significa energia, “m” a massa da partícula ou do corpo, e c2, a velocidade da luz multiplicada por ela mesma. A velocidade da luz é de cerca de 300.000 quilômetros por segundo...

O universo sustenta-se por si mesmo seguindo leis que podem ser expressas em fórmulas matemáticas. Algumas são conhecidas, outras estão em vias de o ser e outras ainda não conhecemos.

Quando olhamos a vida neste planeta, sabemos que a base fundamental está numa molécula muito simples na sua constituição, em forma de espiral a que damos o nome de Acido Desoxirribonucléico, ou mais simplesmente ADN. Há uma matemática em cada átomo que compõe essas moléculas, que diferenciam a vida entre si, e cada ser, por sua vez.

Mas quando olhamos a natureza e tentamos explicar o comportamento humano, parecemos perdidos e achamos que a matemática já não se aplica. Dizemos que estes fenômenos não pertencem ás Ciências Exatas. Parece mesmo que o aspecto da natureza que muda de dia para dia, de noite para noite, de instante a instante, e os caminhos da humanidade são amorfos, inconsistentes, indefinidos, mudam por mudar ou porque têm que mudar, mas não associados à matemática. Chega a parecer-nos que é um estado caótico, não previsível...

Se pensarmos desta forma em relação à humanidade e á natureza, parece-me que estaremos redondamente enganados.

Olhemos a humanidade. Podemos imaginar que são várias pirâmides de "sociedades" ou grupos dentro de uma pirâmide maior chamada humanidade. As grandes sociedades, as nações, formam pirâmides dentro das quais existem outras, como por exemplo, no caso da sociedade espanhola, a pirâmide dos que torcem pelo Barcelona, uns de forma doentia, outros de forma normal e outros ficam apenas satisfeitos se o Barcelona ganhar. Esta pirâmide “entra” por dentro de outras, porque haverá torcedores do Barcelona que são comunistas outros socialistas, outros capitalistas.

Parece difícil, no dias de hoje, que se pudesse determinar uma “matriz” matemática segundo a qual se pudessem prever os rumos da sociedade espanhola, considerando a vontade de independência de algumas de suas etnias (pirâmides étnicas, onde muitos, apesar da etnia, torcem pelo Barcelona), mas nas pequenas pirâmides e até em algumas podemos prever alguns movimentos hoje. Para montar a imensa matriz matemática, em função de uma incógnita - a tendência da nação espanhola - seria necessário um estudo profundo dos gostos e tendências de cada pirâmide nacional e sua interferência com as demais, mas não podemos dizer que seria impossível, e a futuro, não o será.

Para quem estudou matemática, seria uma teoria dos conjuntos construída não com base em círculos, mas com base em pirâmides que se entrelaçam pontualmente. Enquanto na primeira temos uma teoria dos conjuntos bidimensional, com as pirâmides teríamos uma teoria dos conjuntos tridimensional. Creio que ainda não possuímos um computador potente o suficiente para executar os cálculos, e mesmo a nossa matemática ainda necessitará avançar um pouco mais, mas num futuro próximo, serão dados os primeiros passos para prever não só as tendências da humanidade como também as tendências do clima com grande aproximação a futuro distante .

Talvez comecem pela meteorologia, como necessidade mais premente, dividindo a Terra até a estratosfera em cubos, medindo a umidade, a temperatura, a velocidade de aproximação de outros cubos com características diferentes, influindo uns sobre os outros, onde nem o campo magnético da terra, nem os ventos solares sejam esquecidos, tomando emprestada da teoria do Caos, os “atratores” conhecidos.

As tendências de pirâmides ou de cubos movimentam-se em ondas que são absorvidas por outras pirâmides ou cubos, ou vibram tão forte que são capazes até de derrubá-los. Foi o que aconteceu com o livro de Karl Marx que como uma onda influenciou as pirâmides sociais russas até se tornar uma onda que chegou ao Caribe de Fidel Castro. Outra onda, a do capitalismo, absorveu o impacto. Poder-se-ia ter previsto o fim que agora parece claro: A onda do comunismo acabou e o mundo inteiro pede participação e representatividade nos governos. 


Lamentavelmente não verei muito do progresso que virá para que as pirâmides sociais possam ter alimento suficiente para não se aniquilarem umas às outras, como nos ensaios de Pavlov. Mas de Stonehenge até hoje já demos um bom e enorme passo.

Rui Rodrigues

Nota:   Hoje temos uma previsão atmosférica incipiente com poucos minutos de antecedência de evento catastrófico, e previsões de comportamento duvidoso emitidos por cientistas políticos ou “adivinhos” de plantão, nada ou pouco confiáveis...

domingo, 11 de março de 2012

Tudo e todos punem...


Tudo e todos punem... Sempre seremos punidos!

Não há como evitar, como fugir da punição!

Ainda Moisés andava, e como andava, pela Terra, quando certo dia sentiu já no deserto, que o povo, ignorante como sempre desde então, andava pensando por conta própria e fazendo tudo que Moisés não queria que fizesse: desobedecer! Irritado, subiu a um monte e ficou lá até sentir fome.

Voltou com dois pedregulhos esculpidos em letras onde os que sabiam ler- naquela época apenas uma meia dúzia de escribas sabia ler e escrever – poderiam conferir o que estava escrito. Provavelmente nada estaria escrito, porque Moisés não era escriba. Mas logo os escribas que obedeciam a Moisés se apressaram em ler o que estava escrito.

O povo não gostou nem um pouco... Falaram mal do Moisés, quiseram fazer greve, queriam até voltar para o Egito. Pelos escritos nas tábuas, a boa vida tinha chegado ao fim e não se podia mais cantar a mulher do próximo, o homem da próxima; roubar egípcios, dizer ao pai que tinha amantes que não gostava de suas saídas noturnas, e muitas outras proibições, num total de 10. Felizmente nada proibia que continuassem bebendo vinho ou cerveja, mastigar sementes alucinógenas, hábito aprendido com os sacerdotes egípcios que em transe faziam viagens fantásticas ao “além” de Ra, de Isis, Hórus e Pta.

Esse negócio de proibir – é realmente um grande negócio porque redunda sempre em multas caríssimas – foi se espalhando pelo mundo. Hoje se proíbe quase tudo. Há sempre um lado da sociedade que proíbe alguma coisa, nem que seja urinar nas calçadas em caso de aperto por incontinência urinária de idosos, mesmo não havendo banheiros públicos por perto: Ou o idoso urina nas calças, ou paga multa. Nem pensar das prefeituras colocarem urinóis públicos em cada esquina, porque se o fizessem acabariam com a industria da multa...

A julgar pelas estatísticas, grande e considerável parte da sociedade masculina, em qualquer lugar do mundo e sob qualquer religião, tem, além da mulher, encontros casuais de alto desempenho, ou um par de amantes para os dias mais tristes. A sociedade feminina, também... Mas faz-se de conta que isso não é importante, que nem exista ou seja representativo, e proíbe-se isso na lei civil e nos casamentos religiosos. Assim se movimenta a lei, dando oportunidade ao pagamento de advogados, taxas, emolumentos, contribuições, e em muitos casos comissões para reversão da tendência do julgamento – Comprar a lei, em outras palavras...

Os anúncios de automóveis fazem sempre menção de “do zero aos cem” em 10 segundos, velocidade limite de 180 km/hora, 220, 300 km/hora, e nós, que gostamos muito de corridas da fórmula qualquer coisa, arrancamos e dirigimos em alta velocidade. Policiais escondidos, disfarçados, e até pardais anotam a placa do carro com radares sofisticados e punem os excessos. Nem pensar em diminuir a potência dos motores dos automóveis para que se restrinjam às velocidades limites, porque isso acabaria com a indústria das multas.  Temos que ser punidos de qualquer forma.

O que dói mais, porém, não são as punições de Deus, porque já sabemos – pelo que parece - que Ele não nos entende muito bem, mas as punições dos amigos. Foi assim que a esquerda chegou ao poder em todo mundo, com a ajuda de seus amigos, ou seja, nós os cidadãos. Finalmente o socialismo ascendeu ao poder de forma democrática e capitalista... E se apoderou do nosso capital guardado nos tesouros nacionais, dando-o a bancos, distribuindo-o entre os amigos, empreiteiros e empresários em geral, nomeando ministros que se revelam corruptos da maior periculosidade, e ambiciosos, muito ambiciosos, porque furtam, roubam, assaltam em milhões, bilhões. Apanhados com a boca na botija, com a mão no pote de açúcar, com a boca no balão tentando arrebentá-lo... O dinheiro desaparecido jamais retorna aos cofres .

Mas.. Mas... Mas quem os punirá?

Rui Rodrigues

sábado, 3 de março de 2012

O choque dos Reinos- Meu reino por um cavalo !!!!







O CHOQUE DOS REINOS
(Brasil versus FIFA)

Meu Reino por um cavalo!...Meu reino por um cavalo...

O grito ecoou pelo planeta viajando a bordo de navios que carregavam bardos dispostos a repetir as trovas noites sem fio, livros foram escritos e transcritos vezes sem fim, até que a frase ficou famosa. Hoje ninguém se lembra quem a pronunciou[1], mas sabe-se que esse alguém tinha um Reino e precisava de um cavalo para qualquer coisa, menos para salvar o Reino, porque o daria em troca do cavalo...

Parece gozação, não é?... Parece sim, devemos confessar, mas esses ditadores de meia tigela fazem de tudo para se promoverem, para ganharem fortunas, em tudo e em todos que vêm pela frente, e até pisam na bola.

Estou adorando este meu Brasil mais maduro, que impõe á Espanha a mesma humilhação que esta lhe impôs com os turistas brasileiros que visitavam a Espanha... Este meu Brasil que escutou impávido a solicitação da FIFA em 24 de Outubro de 2011 para que o Brasil trocasse o Ministro que “interlocutava” com a FIFA, e ontem, dia 02 de março de 2012, disse á FIFA que não aceitava mais o seu interlocutor apavoneado, grosso, imbecil, ignorante, sobretudo burro de esfregar uma orelha na outra, que pensava que a FIFA se sobrepunha aos interesses nacionais do povo brasileiro... È preciso ser-se muito burro e muito cavalo para agir dessa forma.

Creio que Joseph Blatter, que já foi apontado como corrupto, assim como Ricardo Teixeira, donos da Confraria da FIFA, devem estar muito preocupados. O Brasil já não é aquele país cordato em que qualquer um, até mesmo um borra- botas como Gerôme Valcke, francês de nascimento, ensopado de Napoleão e Villegaignon, podiam dizer o que queriam e xingar qualquer um impunemente, sobrepor-se à Constituição de uma nação soberana...

O mundo precisa entender que a FIFA pode comprar jogadores, instituições, ministros, mas não uma nação nem um ministro quando deseja e pode ser honesto.

Rui Rodrigues

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[1] Foi Ricardo III, em 1485, agonizante, durante a batalha de Bosworth. A exemplo do cavalo de Xerxes, imperador persa, milhares de anos antes, o cavalo deveria relinchar na hora certa. Assim disse Shakespeare. 

A Relação Marilyn Monroe e Putin


A Relação Marilyn Monroe e Putin

(Sobre as eleições russas de 2012)


Depois de passar por museus da Europa, Estados Unidos e Canadá, a mostra "Quero Ser Marilyn Monroe!" chega a São Paulo. Com abertura neste domingo (4 de março de 2012).

Marilyn, segundo dizem, deitou-se com os irmãos Kennedy e talvez estivesse com um deles na noite em que foi encontrada morta, já em sua casa, vítima de barbitúricos, embora não se saiba qual a mão que os introduziu em sua boca. Assim constou na mídia. Para o povo americano, John Kennedy e Marilyn eram o casal 60, o casal dos bons momentos. Jaqueline Kennedy, era a esposa ideal que cuidava de tudo sem reclamar de Marilyn ou sequer a ela se referir fora do âmbito de sua atuação em Hollywood. Kennedy era o “rei” dos EUA, eleito em eleições limpas, claras, transparentes, inquestionáveis. Como todo mundo trai, ficou claro que também Kennedy deveria trair. Mas o quê ou quem? Evidentemente que traía a mulher, mas não o povo americano. Essa era a imagem que Bill Clinton repetiria décadas depois de forma mais suave, porque nada mais era do que simples “boquete”.

Não creio Marilyn se dispusesse a dormir com Putin ou com Dmitri Medvedev. Falta-lhes caráter e mesmo presença, postura, consistência, conteúdo. Marilyn era loira, mas não era burra, nem ignorante, nem idiota. Quando Marilyn cantou “Happy birthday mr. President”, com direito a orquestra e corpo de baile, representava na verdade o verdadeiro casamento do povo americano com seu rei e sua “rainha”. O povo gostava disso.

O povo russo não tem uma verdadeira primeira dama, nem uma segunda dama, as eleições são questionadas e neste domingo veremos mais uma farsa de uma democracia de araque que permitirá a transferência de poder de Dmitri Medvedev ao mesmo Putin que lha tinha transferido. O processo de votação na Rússia não é informatizado, é repleto de vícios. O que o povo russo tem hoje, é um presidente que gosta muito de uma vodka, nem sempre está sóbrio e dança de modo que tanto agrada a gregos quanto a troianos, mesmo em eventos internacionais onde se apóia no braço de outro presidente, herdeiro de Napoleão Bonaparte, aquele que invadiu a Rússia até os intestinos, durante uma farra durante o inverno... Napoleão adorava um bom conhaque... Sem esposa presente para trair, Medvedev trai o quê ou quem?

Tal como Marilyn, o povo russo também não é burro, nem ignorante nem idiota, mas não enfrentará a polícia pós Perestróica. Alguns irão para as ruas quando souberem que o poder dos que quiseram Putin no governo se perpetuou em Dmitri Medvedev e agora continuará com Putin, novamente, mas serão insuficientes para fazer uma revolução.

A de 1917 se fez porque era grande a fome. O povo russo aprendeu que não adianta revoltar-se, porque os governantes distorcem tudo o que costumam dizer e afirmar.

Aqui no Brasil, Temos uma dama que acumula o posto de Presidente, não temos o primeiro cavalheiro, e ela não bebe. Chora. Chora provavelmente nos momentos em que se vê obrigada – logo ela que é presidente – a nomear os que lhe dizem que devem ser nomeados, escamoteando-lhe as funções. Pelo choro ficamos sabendo que nossa Presidente não pode nomear para os ministérios quem desejaria nomear, mas quem “tem” que nomear...

Será isso, tanto aqui quanto na Rússia o que se chama de Democracia?

Essa grande dama, a democracia, parece ser como Deus... Sabemos que existe, pensamos que existe, não sabemos se existe ... todas essas dúvidas porque não O vemos... Cremos até em Deus, mas nunca O vimos...

Talvez Trivella, o Pastor, possa explicar isso no Ministério da Pesca, onde terá muito tempo disponível. Um dia inventarão um Ministério das religiões e colocarão à frente um pescador de ilusões.

E como sabemos, Putin será novamente eleito na Rússia. Quem não sabe?

Não sou russo, e por ser democrata, estou Putin da vida com isso...



Rui Rodrigues

quinta-feira, 1 de março de 2012

Para quem não conhece Gotham City ...



Para quem não conhece Gotham City...



Bob Kane e Bill Finger são considerados os criadores das histórias em quadrinhos de Batman, ambientadas numa cidade chamada Gotham City, escura, perigosa, onde reinam o crime e a corrupção. O nome da cidade foi criado por Bill Finger ao procurar numa lista telefônica por alguns nomes que fossem interessantes. Encontrou Gotham city, que era um dos apelidos da N. York de hoje, muito antes de ser conhecida como a grande maçã – Big Apple. Gotham City representa o lado sombrio da cidade de N. York. Batman representa a escassez de defensores da lei, porque é apenas um, já que Robin desistiu e desapareceu de cena. Não me admiraria se um dia aparecer uma história em quadrinhos onde Batman cace impiedosamente seu antigo amigo Robin que teria se passado para o lado do crime.

Não creio que Gotham City seja apenas uma ficção sobre uma característica de uma cidade que tem tantas e tão boas outras. Creio que os criadores desta banda desenhada se preocuparam em alertar os leitores para os perigos de se deixar correr solta a corrupção e o crime, tendo apenas um fictício – este sim – defensor, chamado Batman que agia á noite, hora em que tradicionalmente os policiais estão dormindo, descansando, ou se entupindo com um par de cervejas enquanto assistem pela TV a um jogo de football americano. Em qualquer cidade do mundo, o efetivo policial noturno é uma pequena porcentagem do diurno quando deveria ser pelo menos o dobro deste. Curiosamente também, a Polícia Federal não age de forma independente. Tem que ter uma ordem de um juiz para investigar e prender. Se o juiz for corrupto, as ordens jamais serão dadas, ou se dadas, os delinqüentes avisados previamente.

Lia Batman quando era ainda garoto e assisti a alguns filmes da série na minha adolescência. A cada filme ou fascículo da série, apareciam bandidos novos, mas Batman continuava praticamente sozinho na luta contra o crime e a corrupção, sinal evidente de que o crime e a corrupção aumentavam desproporcionalmente ás forças da lei. Batman nem era policial, nem teria aposentadoria. Era rico por definição, e contra os que ficavam ricos por corrupção. Naqueles tempos, os ricos eram “legais” e os bandidos ricos eram bandidos.

Deixei de ver filmes e revistas do Batman, na medida em que os criadores também começaram a não acreditar em sua criação. Ficaram desmotivados em nos proporcionar outras histórias e eu em reler as antigas: Era tudo mentira e as histórias estavam mal escritas. Nem Gotham City era assim tão escura à noite, tão soturna. Ricos eram também uns calhordas roubalhões. Os ricos mantinham seu dinheiro em bancos e não ajudavam a cidade com contribuições que lhe permitisse reforçar o treinamento de policiais, aumentar o efetivo policial, dar-lhes mais condições operacionais.

Gotham City era uma mentira que se baseara numa esperança que morrera por evolução da realidade. A realidade se sobrepusera á própria ficção, tornando-se superior a esta em emoção. Para que ler revistas com aventuras de Batman na insegura e soturna Gotham City se essas realidades se liam diariamente nos jornais e telejornais?

Não é necessário que se descreva Gotham City para que saiba como seria na ficção de Bob Kane e Bill Finger... Basta que olhemos para os lados no nosso dia a dia, na nossa noite a noite, assistamos a telejornais em nossas cidades ao redor do Planeta. Gotham city cresceu imensamente...

Lá estão eles, todos eles: o político ladrão que não representa o povo que o elegeu, e que sai imune das acusações guardando o dinheiro que roubou e distribuiu; o policial corrupto que faz guarda a instituições particulares que lhe pagam por fora e chega cansado ao trabalho para o qual é pago pela população; o assaltante que rouba, mata e se perde no meio da multidão e escuridão e tantos outros, no meio de uma população impassível, imobilizada, calada, apática, que tal como nos quadrinhos de Bob Kane e Bill Finger, apenas aparecem para bater palmas quando alguém é apanhado, mas não fazem passeatas pelas ruas para que se administrem melhor as despesas do tesouro nacional.

Gotham City é agora a cidade onde você vive.

Rui Rodrigues

Ai, ai ... Cristina Argentina Kirchner ...



Ai AI... Cristina Argentina Kirchner ...

As coisas não vão muito bem pelo mundo, de modo geral, envolvido que está numa crise econômica que só encontra precedentes na de 1929 – Queda da bolsa de N. York, e nos templos bíblicos quando José teve que emigrar para o Egito...

A bela Cristina Argentina Kirchner ouviu dizer que um barco de guerra inglês tinha entrado nas ilhas Malvinas para operações de treinamento militar. Viu nessa oportunidade o grande momento para esvanecer os problemas internos. Poderia ter feito uma reclamação formal e ficar por isso mesmo, sem nem sequer dar importância para o resultado da reclamação, porque não iria mudar nada no equilíbrio político mundial nem nas Malvinas, nem na Argentina ou na Inglaterra, mas foi mais longe...

Pede boicote aos produtos ingleses... É a teoria do suicídio posta em prática... Critica o boicote americano a Cuba e propõe um boicote à Inglaterra, como se não percebesse como está dividido o poder no mundo e pior, não percebesse o quanto ela mesma se desvia do bom senso... Ademais, a Inglaterra e a União Européia são um dos maiores parceiros comerciais da Argentina... A teoria do suicídio posta em prática não pode ter apoio na sensatez... pelo contrário, parece ato tresloucado, ato para por a culpa de tudo o que acontece de mal na Argentina, no mundo exterior e em particular, na Inglaterra.

A bela Cristina Argentina Kirchner passou a fase de deslumbramento no poder e chegou agora à fase de desespero no poder. A partir daqui é só descida em sua vida política, porque a base deste seu desespero está na constatação de que sua economia  e os atos de seu governo não levarão a Argentina onde os argentinos pensam que seriam levados... Ela vai para o outro lado... E não é por aí que irá reaver as Malvinas.

Rui Rodrigues

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Sobre o Parasamba e o direito a desfilar


Coisas das sociedades e organizações sociais
O parasamba

A Rede Globo sempre se posicionou pelos movimentos sociais, pela politicamente correto, embora no campo da política sempre haja quem pense que está do lado “errado”. Minha referência  à Rede Globo no contexto do título desta postagem, tem seu sentido, porque são poucos os atores e atrizes negras em seu elenco, jornalistas em seus jornais de notícias, deficientes físicos em suas reportagens de rua... Ela terá certamente os seus motivos e explicações se desejar explicar...

Entidades internacionais fundaram os jogos paraolímpicos, que tantas medalhas têm dado ao nosso Brasil, e que abriu um corredor imenso na divulgação das necessidades que as sociedades têm para com os seus deficientes visuais, paraplégicos, deficientes físicos em geral.

As ruas e praças do nosso Brasil mostram que  prefeituras, governos ainda não deram a atenção suficiente porque os passeios públicos estão intransitáveis para cadeiras de rodas e invisuais,  até mesmo para quem não têm deficiência física.

Mas o que não entendo são escolas de Samba desfilando na avenida sem que deficientes físicos façam parte de suas alas.

Não acredito que deficientes físicos não gostem de sambar. Estarão as escolas de samba descriminando os seus cidadãos?

Ou samba só vale se for “samba no pé” ?

Que sociedade somos esta ?

Rui Rodrigues

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Malvinas (complementando a atualidade)





Malvinas
(complementando a atualidade)


As Ilhas Malvinas, ou Falkland, têm petróleo. É natural que tanto a Inglaterra quanto a Argentina pugnem pelo seu controle e domínio, porque a ocupação humana das terras deste planeta sempre foram disputadas desde o surgimento das civilizações.

Vivem lá súditos britânicos, com residência fixa, e em dois arquipélagos adjacentes habitam cientistas. È perfeitamente possível que em 1982 os britânicos já soubessem da existência de petróleo. Nesse ano a argentina era apoiada politicamente pelos EUA, que na ocasião apoiavam e incentivavam todas as ditaduras da América do Sul, através de operações como a CONDOR, e de outras influências políticas e comerciais. De qualquer forma, excluindo atos de loucura de uma junta militar, a ocupação das Malvinas pode ter tido uma promessa americana de “interceder” pelos interesses argentinos junto ao governo britânico liderado por Margareth Thacher. A Argentina era governada na ocasião por uma junta militar. Não importavam quem fossem os presidentes, os atos foram sempre matéria de junta militar. É inadmissível pensar que a poderosa Grã-Bretanha permitisse a transferência da ilha para a geografia argentina, sem resistência ou revide, depois de uma ocupação militar sendo ano de eleições no Reino Unido.  Argentina e EUA faziam parte de dois tratados: a OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte e a TIAR – Tratado Interamericano de Ajuda Recíproca. Os EUA decidiram apoiar a Grã-Bretanha por muitos motivos previsíveis, dentre eles os laços que unem estas duas nações - que já foram colonizador e colonizado - mas que por questões de segregação racial, mantiveram a tradição, os laços familiares e a cor da pele da classe dominante nos EUA.

Os antagonismos entre Argentina e Reino Unido não são de hoje. Já em 1806 a Grã-Bretanha bombardeara Buenos Aires como atividade da expansão do Império Britânico.  As causas dos atritos remontam também à expansão do território brasileiro apoiado por aliança entre Portugal e Inglaterra desde 1373- a aliança mais antiga do mundo. A América do Sul, por suas riquezas e esperanças de desenvolvimento como uma grande nação, foi sempre do interesse das influências das maiores potências. Como Inglaterra e Espanha já disputaram o poder na Europa envolvendo-se em guerras, esta disputa de certa forma foi trazida pelos primeiros colonizadores espanhóis e portugueses que já disputaram o mundo.

A assembléia da ONU já tratou da questão das Malvinas em 1965, quando adotou a resolução 2065 (seguida por outras), reconhecendo a existência de uma disputa de soberania entre Argentina e Grã-Bretanha e instando as duas partes a buscar uma solução negociada e pacífica. Na Assembléia, não existe direito a Veto. Com o envio de um navio de treinamento de guerra inglês às Malvinas em fevereiro deste ano, a presidente da Argentina Cristina Kirchner levou novamente o problema à Assembléia Geral que reabre em Setembro.

Não teremos uma nova guerra das Malvinas, certamente, mas temos certeza que a ONU continuará no seu caminho descendente de credibilidade por parte da comunidade internacional em resolver conflitos mundiais entre países com sociedades que possuem uma relativa dose mínima de educação e conhecimento... Ou têm o poder de dizer não a todo e qualquer organismo das Nações Unidas.  Já vimos antes a Sociedade das Nações acabar de forma abrupta e melancólica.  

Rui Rodrigues

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Um olhar cidadão sobre a greve dos policiais



Um olhar cidadão sobre a greve dos policiais

Até um sacerdote é, antes disso, um cidadão perante o Estado e a Nação. Muitos acham que Estado e nação são a mesma coisa. Seria, sim, se o governo da nação representasse os cidadãos. No entanto, atuam sem consultar os cidadãos, porque crêem ou pressupõem que têm o poder de pensar, adivinhar, julgar, saber ou inventar o que o povo deseja. Na minha modesta opinião somente pode haver certeza de saber o que os cidadãos desejam, perguntando a todos, um a um. Como não se pergunta aos cidadãos, a Nação é o conjunto dos cidadãos, e o Estado, é a Nação acrescida dos governantes e terceirizados, e de todos os que dependem de pagamentos ou favores do governo.

Sacerdotes, médicos, dentistas, engenheiros, fiscais, bombeiros, garimpeiros, atacadistas, comerciantes, embarcados, militares, encanadores, carpinteiros, varredores de ruas, empregadas domésticas, doutores, juízes, vereadores, senadores, deputados, presidentes da república, vice-presidentes, governadores e ministros... E todo e qualquer ser humano que viva no país e dele faça parte, é um cidadão, parte da nação, com os mesmos direitos, ou quase... Há restrições...

Policiais e membros das forças armadas não podem fazer greve...

Então, já não são cidadãos por completo... Falta-lhes algo: O direito de proclamarem sua insatisfação, por exemplo, com os salários.

Vemos vereadores, deputados, senadores... Juízes... Imaginem!... Aqueles que estão no topo da lei, fazendo e aprovando leis, dizendo-nos o que é moral e imoral... Votando os próprios salários... E como votaram!

Pelo amor de Deus... SE não tivessem esses cargos tão altos, poderíamos jurar que não sabem nada de matemática, porque se deram aumentos de centenas por cento e ganham hoje fábulas de dinheiro, mensalmente, dignas de contos das mil e uma noites...

Que dispositivo legal se implementará para que policiais e membros das forças armadas possam reivindicar melhorias de qualquer espécie, como qualquer cidadão?

Com que moral se pode exigir de um militar ou membro das forças armadas que engula o salário que lhes dão e os benefícios que lhes dão, e fiquem calados, inertes, obedientes, e sobretudo dedicados com prazer às suas funções ?

Pra nós cidadãos, como nos sentiremos com uma força policial e militares que estão insatisfeitos com a vida?

Inseguros!
Se todos nós estivéssemos insatisfeitos, diríamos a esses militares para se calarem e pararem de fazer greve porque todos nós estaríamos também no mesmo barco, sofrendo do mesmo mal que enfrentaríamos como nação...

Mas como sabemos, há gente, toda ela do governo, que não está no mesmo barco. Esses, não têm o salário que merecem.

Esses têm o salário que querem!.

Temos duas nações convivendo na mesma nação: a Nação dos que governam, e a grande nação do povo brasileiro, que assiste à deterioração cada vez maior da ética, da moral e do conceito de democracia.

A ditadura voltou. Não aquela das velhas ideologias, mas a que busca lucros, boa vida, prazer, poder...

Bem a propósito, onde anda o ministro das forças armadas que até agora não apareceu na cena? Aquele que se veste com gravatinha borboleta, como os dandys nos anos 60, época de revoluções socialistas, pregando a igualdade e a liberdade para os cidadãos, além de uma vida melhor?

Rui Rodrigues