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segunda-feira, 9 de julho de 2012

A Vida terrena




A Vida terrena

Existem algumas teorias credíveis sobre a origem da vida na Terra, e nada impede que existam outros planetas com vida, tal como a conhecemos, neste vasto Universo. Algumas das teorias não passam de crenças. Outras têm suporte científico, como a que remonta aos primeiros tempos de existência deste planeta, logo após ter esfriado, segundo a qual um raio de luz atravessando um cristal, ou uma descarga elétrica num meio rico em hidrocarbonetos teria dado início a uma divisão celular criando uma cópia exata do original. Há quem acredite que um meteorito ou um pequeno cometa seria o responsável por nossa existência depois de milhões de anos de evolução.  

Mas não importa, porque não é sobre o início da vida que pretendo me estender, e sim da vida que levamos neste planeta.

Estamos habituados a ouvir falar da Lei da gravidade, descoberta por Newton, da lei de Conservação da Energia, da Lei de Coulomb, da Relatividade Geral e da Relatividade Restrita, estas duas de Einstein. Há também uma lei para a vida: Tudo o que nasce, morre. Não há escapatória nem milagres que impeçam a aplicação desta lei. Sabemos disso. O problema resume-se então, já que a morte é inevitável, ao que fazemos da nossa vida.

Alguns acreditam em vida após a morte, e sendo assim, devem ser pessoas sem erro algum, sob pena de perderem essa oportunidade. Essas pessoas pensam que se não forem para um paraíso, irão para um inferno queimando eternamente em enormes caldeirões cheios de óleo fervente, esquecendo-se de que não terão corpo para ser queimado. Se houver esse castigo deve ser de outro tipo. Anjos também não têm asas, e como ninguém viu nenhum, duvida-se sabiamente de sua existência. Purgatório que ninguém sabe como é, deve ser um lugar de castigos mais suaves para que a alma entre nos eixos. Ou seja, seria mais ou menos como no tempo da Inquisição em que, pelo castigo, se julgava que poderíamos aprender alguma coisa. Já sabemos também que com castigos não aprendemos nada e alguém já disse que não queria a morte do ímpio, mas que se convertesse e vivesse. Parece que com a liberdade que Deus nos teria dado – para os que acreditam em Deus, como eu – não há a mínima necessidade de que alguém se converta porque todos os pecados são perdoados. Basta o arrependimento. Mas não temos certeza de como será esse céu. Então, voltamos ao ponto zero: Vivemos e temos que viver uma vida da melhor forma possível.

Mas... O que é viver a vida da melhor forma possível?

Bem! Estamos sujeitos a dois tipos de consciência: A nossa e a da sociedade em que vivemos. Temos as nossas próprias regras do que é “melhor” e as regras, ou leis, dessas sociedades, às quais estamos sujeitos. Ir contra nossas próprias regras faz-nos sentir mal. Ir contra as regras da sociedade faz com que nos incomodemos muito e possamos perder a nossa liberdade. Infringir estas regras, não nos faz nada bem à saúde física ou moral, espiritual.
Para vivermos bem, temos então que obedecer a estas regras: às nossas e ás da sociedade. É pelo menos meio caminho andado.

Afora isto, e para tudo, temos que calcular sempre os riscos e o custo comparado com o benefício. Avaliar os riscos começa até ao levantar da cama e decidir o que fazer, como e quando durante o dia que decorrerá, como atravessar uma rua, por exemplo, ou entrar em mais um financiamento que nos pode comprometer a existência futura devido aos juros que teremos que pagar: Poderá faltar dinheiro para o supermercado. O custo-benefício pode ser, por exemplo, decidir se vamos levar uma vida dedicada a ficarmos ricos ou quando parar de fazer isso. Ficar rico, mesmo usando de tramóias, golpes baixos, corrupção, dá um trabalho danado, provoca sobressaltos no coração, dá-nos cabelos brancos precoces, envelhecimento, entupimento de artérias. Mas lá está... Sabemos que morremos e ninguém morre rico. Todos morremos pobres, nus, sem levarmos nada para o lado de lá. Os filhos que aprendem com os pais a serem ricos sofrerão do mesmo mal e das mesmas virtudes. Os que não aprenderam, torram tudo o que os pais economizaram, anulando todos os esforços paternos. Todos estes têm um custo muito grande na vida e acabam nus, mortos, zerados em seu estoque de bens e dinheiro. O ideal seria trabalhar até ficar muito bem de vida, e depois ir gastando até que o ultimo centavo se esgotasse com o último suspiro de vida. Mas não leve dívidas, porque faz tão mal perder tempo de vida enriquecendo muito para lá do que pode gastar em vida, como se endividar e viver sempre em sobressaltos e privacidade de outras coisas da vida.

Finalmente, a terceira receita para considerar - partindo do princípio do livre arbítrio segundo o qual cada um faz o que quer e pode.

Nunca alimente o que lhe faz mal por muito tempo. Tenha a noção de largar, desprender-se de tudo o que o (a) incomoda. Por exemplo, se seu casamento vai mal e já fez de tudo para mantê-lo e não deu certo, largue tudo. Recomece mesmo que tenha 100 anos. Vale a pena. Seu carro lhe dá muitos problemas e o governo multa muito, a gasolina está muito cara? Venda o carro. Experimente usar o metrô e os ônibus. Suas viagens serão muito mais animadas, gente a seu lado para conversar. Gente para conhecer. Misture-se. Ouça a vida dos outros. Vai gostar e emagrecer, porque caminhará mais, fará mais exercícios. Não agüenta mais o seu vizinho ou vizinha? Esqueça essa gente ou torne-se amiga deles... Creio que a segunda opção é muito melhor, e ser “amigo” pode significar apenas “não ser inimigo”, mas também pode ser que se tornem grandes amigos. A vida apronta coisas que nem imaginamos.

Você já paga cerca de 30% de imposto de renda, impostos embutidos nos preços, tem prestações para pagar e ainda paga dez por cento de seu salário para a Igreja, o dízimo... Fale com Deus e diga-lhe que sua vida está um pouco apertada. Pergunte a Deus o que Ele acharia se ele lhe perdoasse o dízimo por uns seis meses só para aliviar um pouco a sua vida... Certamente Deus lhe dirá que sim. Ele é bom... Depois faça a mesma pergunta ao pastor. Se o pastor disser que não, então é porque não escuta Deus. O pastor não é bom! Siga seu coração e descanse do pagamento por uns meses. Quando for rico, ou rica, pague a Deus em dobro...

Viva bem, respire fundo, caminhe, tenha humor, ria, viva em paz e tranqüilamente sem problemas ou na pior das hipóteses, com o mínimo de problemas possível, sabendo que um dia morrerá: sem dinheiro e sem problemas...

Em nudez completa!

Boa viagem...

Rui Rodrigues

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